Cotovelo de tenista

Cotovelo de tenista

Nas tendinites do cotovelo englobam-se diversas entidades com características distintas, como o cotovelo de tenista ou o cotovelo de golfista.

 

O cotovelo de tenista, também designado como epicondilite externa, corresponde à inflamação do tendão que se insere na parte externa do cotovelo.

 

Esta tendinite está relacionada com os exercícios repetidos do antebraço que ocorrem em desportos como o ténis. Contudo, pode ocorrer em qualquer desporto ou actividade que implique esse tipo de movimentos.

 

Os pintores, marceneiros, carpinteiros são alguns dos profissionais em maior risco de desenvolver este tipo específico de tendinite, bem como os condutores profissionais, os cozinheiros e os talhantes.

 

Como regra, o cotovelo de tenista é mais comum entre os 30 e os 50 anos de idade.

 

No caso do ténis, uma técnica de batida incorrecta ou o uso de material inadequado são outros factores de risco.

 

Os sintomas desenvolvem-se de um modo gradual e vão piorando ao longo de semanas ou meses, não existindo um trauma específico associado ao início dos sintomas.

 

Para lá da dor, pode ocorrer um inchaço e uma sensação de queimadura na região externa do cotovelo, com perda de força no pulso. Os sintomas agravam-se quando se segura uma raqueta, roda uma maçaneta ou quando se aperta a mão de alguém.

 

Embora o braço dominante seja o mais afectado, esta entidade pode afectar os dois braços.

 

O diagnóstico passa pelo exame médico, pela história clínica, radiografia, ressonância magnética e pela electromiografia. Este exame permite excluir uma compressão de um nervo, que poderia originar um quadro semelhante ao do cotovelo de tenista.

 

As queixas tendem a melhorar com o repouso, gelo, anti-inflamatórios, ultra-sons e fisioterapia. Os ultra-sons criam pequenos traumatismos controlados que estimulam o processo normal de cicatrização. O tratamento conservador é eficaz em cerca de 89 a 95% dos casos. Por vezes, recorre-se à infiltração de corticóides.

 

A cirurgia apenas será necessária em casos muito graves e se o tratamento conservador não for eficaz ao fim de 6 as 12 meses. Na cirurgia é removido o tecido doente e o músculo saudável é reinserido no osso.

 

Após a cirurgia será necessário um período de imobilização seguida de fisioterapia.

 

A actividade desportiva, de um modo geral, pode ser retomada ao fim de 4 a 6 meses.

 

Fontes

  • American Academy of Orthopaedic Surgeons, 2013
  • Mayo Foundation for Medical Education and Research, Jan 2013
  • Marcio Cohen e col., Lateral Epicondylitis Of The Elbow, Rev Bras Ortop. 2012;47(4):414-20
  • U.S. National Library of Medicine, Julho 2013
  • MedicineNet, Inc., 2013
  • Rogério Teixeira da Silva, Lesões do membro superior no esporte, Rev Bras Ortop. 2010;45(2):122-31
  • Jeffrey R. Dugas e col., Elbow Injuries in Sports, Hospital Physician Board Review Manual, Vol. 1, Part 4, 2005: 1-12

 

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