Tendinites do ombro

Tendinites do ombro

A nível da articulação do ombro existem diversos tendões que podem sofrer processos inflamatórios, designados por tendinite. Estes quadros provocam dor e rigidez em torno do ombro.

 

As tendinites do ombro ocorrem na sequência de lesões desportivas, traumas, pequenos impactos ocorrendo de forma repetida na área afectada ou uma lesão única e mais grave.

 

Os tendões mais frequentemente afectados são os do bicípete e os da coifa dos rotadores.

 

Estas tendinites são mais comuns a partir dos 40 anos. À medida que os tendões envelhecem, tornam-se menos tolerantes ao esforço, ficam menos elásticos e rompem mais facilmente.

 

Factores de risco para as tendinites do ombro

Alguns dos desportos mais frequentemente associados a tendinite do ombro são o basebol, natação, ténis, golfe. Estes desportos provocam também lesão dos tendões dos braços e cotovelos.

 

No caso da natação, estima-se que cerca de 65% dos nadadores de competição irão ter alguma lesão nos ombros ao longo da sua carreira.
A prática inadequada de qualquer desporto é a causa primária da maioria destas lesões.

 

Profissões que implicam a manutenção dos braços acima da cabeça são outro factor de risco. Alguns exemplos são os carpinteiros, electricistas, lavadores de janelas.

 

Uma queda sobre o braço em extensão, um impacto directo, doenças que enfraquecem os músculos, como a artrite reumatóide, gota, psoríase, infecções, são outros factores de risco para as tendinites do ombro.

 

Sintomas das tendinites do ombro

Os principais sintomas destas tendinites são a dor no ombro e a incapacidade de realizar determinados movimentos com o braço.
A dor habitualmente é referida no topo do ombro e irradia para o braço.
A região do ombro pode estar vermelha e inchada e pode ocorrer uma sensação de queimadura na região frontal do ombro.

 

A dor pode ser pior de noite ou logo de manhã.
A inflamação mantida durante longos períodos de tempo determina a acumulação de depósitos de cálcio que agravam a dor e limitação dos movimentos.

 

Diagnóstico das tendinites do ombro

O diagnóstico é clínico, suportado pela história clínica e pela observação, e radiográfico.
A ressonância magnética e a ecografia fornecem informação muito detalhada sobre o estado dos tendões.

 

Tratamento das tendinites do ombro

Os objectivos do tratamento são reduzir a dor e a inflamação, bem como preservar a mobilidade e prevenir a incapacidade e as recaídas.
Esse tratamento passa pelo repouso, pela imobilização e pela aplicação de gelo ou de calor.

 

Alguns casos beneficiam de injecções locais de corticóides, que permitem uma rápida diminuição da dor e da inflamação.
A fisioterapia é benéfica por permitir aumentar a amplitude dos movimentos.

No caso de ausência de resposta, a cirurgia estará indicada.
A recuperação pode demorar algumas semanas ou meses, dependendo da gravidade.

 

Prevenção das tendinites do ombro

Uma vez que a maioria destas tendinites é causada pelo excesso de uso, a prevenção passa por evitar ou modificar as actividades que causaram o problema.

É importante a manutenção de uma postura adequada e o uso de técnicas corretas no desporto ou no trabalho.

 

Cada actividade, profissional ou desportiva, deve ser iniciada gradualmente, aumentando-se a sua intensidade de um modo progressivo. A força utilizada deve ser controlada e o número de repetições deve ser limitado. O aparecimento de queixas dolorosas justifica a interrupção da actividade.
 

 

Fontes

  • American Academy of Orthopaedic Surgeons, 2013
  • Nuno Sampaio Gomes e col, Doenças da coifa dos rotadores, Secção do Ombro da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia
  • Mayo Foundation for Medical Education and Research, Agosto 2010
  • N. Cicak, Posterior dislocation of the shoulder, J Bone Joint Surg [Br] 2004;86-B:324-32.
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  • Martin J. Kelley e col., Frozen Shoulder: Evidence and a Proposed Model Guiding Rehabilitation, J Orthop SportsPhys Ther 2009; 39(2):135-148.
  • Simovitch R e col., Acromioclavicular joint injuries: diagnosis and management, J. Am Acad Orthop Surg. 2009 Apr;17(4):207-19.
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  • Johns Hopkins Department of Orthopaedic Surgery, 2012
  • Habermeyer P, Tendon ruptures of the shoulder, Orthopade, 1989, Aug;18(4):257-66
     

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