3 tipos de cancro muito frequentes

Quais são, o que são, os fatores de risco para cada um deles e como pode proteger-se.
Publicado por: CUF em 04 de Fevereiro 2015
Tags: cancro colo-retal , cancro da mama , cancro do pulmão , cancros mais frequentes , deixar de fumar , excesso de peso e cancro , fumar e cancro , prevenção do cancro
3 tipos de cancro muito frequentes

De acordo com dados do relatório Cancer Research 2011, o cancro do pulmão, o cancro da mama e o cancro colo-retal ocupavam, respetivamente, os 3 primeiros lugares da lista dos tipos de cancro mais diagnosticados em 2008. Conheça-os melhor e saiba o que está ao seu alcance fazer para se proteger.

 

1. Cancro do Pulmão

De acordo com dados do acima referido relatório estatístico Cancer Research UK 2011, o cancro do pulmão tem sido estimado como um dos cancros com maior incidência no mundo desde há várias décadas, com cerca do dobro da incidência no sexo masculino. O cancro do pulmão é a primeira causa de morte por cancro nos homens e a segunda nas mulheres.

 

O que é: O cancro de pulmão pode ter início na traqueia, brônquios ou tecido pulmonar. Existem dois grupos principais de tumores que têm início no pulmão: cancro do pulmão de não-pequenas células (que por sua vez se divide em 3 subtipos) e cancro do pulmão de pequenas células. O desenvolvimento e crescimento destes dois tipos de cancro do pulmão ocorre de forma distinta.

 

Fatores de risco

  • O maior risco para o cancro do pulmão é fumar. De acordo com a American Cancer Society, pelo menos 80% das mortes por cancro do pulmão são provocadas pelo tabagismo; 
  • O fumo em “segunda mão”, ou seja, a exposição ao fumo dos cigarros dos outros, pode aumentar o risco de vir a ter-se cancro do pulmão;
  • A exposição ao radão, um gás natural radioativo que resulta da decomposição do urânio no solo e rochas, constitui igualmente um fator de risco para o cancro do pulmão, especialmente dentro de casa. Segundo a American Cancer Society, o radão é a segunda causa de morte por cancro do pulmão nos Estados Unidos e a primeira causa de morte por cancro do pulmão para os não fumadores; 
  • A exposição ao amianto (minas, estaleiros…) aumenta o risco de cancro do pulmão;
  • A exposição a carcinogéneos como o urânio, arsénico, entre outros;
  • História pessoal ou familiar de cancro do pulmão;
  • Outros fatores de risco ainda não completamente comprovados cientificamente incluem o consumo de marijuana e a exposição ao talco que, na sua forma original, contém amianto. Hoje em dia, por lei, o pó de talco comercializado (em produtos para bebé, por exemplo) não contém amianto. 

 

O que pode fazer para se proteger: 

  • Não fumar;
  • Não se expor ao fumo dos outros;
  • Evitar a exposição ao amianto (para os fumadores o risco é superior), ao fumo e a outros agentes carcinogéneos;
  • Contrate um serviço que teste os níveis de radão em sua casa;
  • Tenha um estilo de vida saudável, que inclua uma dieta equilibrada e muito rica em fruta e vegetais. Não consuma bebidas alcoólicas em excesso. Pratique exercício físico regularmente.

 

2. Cancro da mama

O cancro da mama é o tipo de cancro mais diagnosticado nas mulheres em todo o mundo, de acordo com dados do relatório estatístico Cancer Research UK 2011. De acordo com dados do Portal de Oncologia Português (POP), em Portugal, surgem cerca de 4500 casos novos de cancro da mama anualmente. O cancro da mama também pode atingir o homem, mas raramente. O cancro de mama é a primeira causa de morte por cancro do sexo feminino.

O que é: trata-se de um tumor maligno que se inicia nas células da glândula mamária.

 

Fatores de risco

  • História familiar ou pessoal de cancro;
  • Ter mais de 60 anos; 
  • Ter alterações tecidulares da mama e/ou alterações em alguns genes (BRCA1, BRCA2, entre outros);
  • Ter feito radiação torácica para tratamento de um outro tipo de cancro;
  • Ter tido a primeira menstruação antes dos 12; 
  • Ter tido o primeiro filho após os 30 anos;
  • Ter a menopausa depois dos 55 anos;
  • Não ter tido filhos; 
  • Ter feito terapia hormonal de substituição ao longo de 5 ou mais anos;
  • Ter excesso de peso/obesidade.

 

O que pode fazer para se proteger: o grande pilar de prevenção do cancro da mama é o diagnóstico precoce.

  • A partir dos 20 anos, a mulher deve fazer o autoexame da mama mensalmente, no 3º ou 5º dia após a menstruação; 
  • A avaliação clínica da mama deve ser realizada a partir dos 20/30 anos;
  • A primeira mamografia deve ser realizada cerca dos 35 anos e a segunda a partir dos 35 anos deve ser a partir dos 40-45 anos.
  • Se existir história pessoal ou familiar de cancro da mama, o médico irá reajustar os tempos de vigilância de acordo com o seu caso;
  • Após a menopausa, a mamografia deve ser realizada de 24 em 24 meses;
  • Tenha um estilo de vida saudável, que inclua uma dieta equilibrada e rica em fruta e vegetais e pratique exercício físico regularmente. Não fume, mantenha um peso adequado e evite as bebidas alcoólicas em excesso.

 

3. Cancro colo-retal
É o terceiro tipo de cancro mais comum a nível mundial e, em Portugal, é o 2º tipo de cancro mais frequente. 

 

O que é: Este tipo de cancro inicia-se no cólon ou no reto.

 

Fatores de risco

  • O avançar da idade;
  • Ter antecedentes familiares de cancro colo-retal;
  • Ter pólipos no cólon e no reto;
  • Sofrer de colite ulcerosa ou doença de Crohn são alguns dos fatores de risco não modificáveis para o cancro colo-retal; 
  • Fumar, ser sedentário, ter excesso de peso ou ser obeso e ingerir bebidas alcoólicas em excesso são fatores de risco que estão ao nosso alcance modificar.

 

O que pode fazer para se proteger:

  • Atue nos fatores de risco modificáveis;
  • A partir dos 50 anos, realize uma colonoscopia. Este exame deteta pólipos, tumores ou outras alterações no cólon e no reto;
  • Tenha um estilo de vida saudável, que inclua uma dieta equilibrada e rica em fruta e vegetais e pobre em carnes vermelhas;
  • Pratique exercício físico regularmente;
  • Não fume e evite as bebidas alcoólicas em excesso.

 

Sabia que…

Segundo o Portal de Oncologia Português (POP), estima-se que cerca de 90% dos casos de cancro da mama são curáveis se forem detetados atempadamente e beneficiarem de tratamento adequado.