Cancro do cólon e do reto: dois tipos de cancro que podemos evitar e prevenir

Se conhecer os principais fatores de risco e se falar abertamente e regularmente com o seu médico, então estará no bom caminho para evitar o aparecimento ou desenvolvimento da doença.
Publicado por: António Quintela em 02 de Novembro 2018
Tags: cancro do cólon , cancro do reto , cancro colorretal , cólon , colonoscopia , reto , prevenção do cancro
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O cancro colorretal (intestino grosso ou do reto) é dos tumores mais frequentes em todo o mundo. Em Portugal, é o 2º tumor mais frequente e a 2ª causa de morte por este tipo de doença.

Como as demais doenças oncológicas, é também suscetível de ser curado, sendo que a taxa de sucesso depende da fase em que é diagnosticado: quanto mais precocemente maior é a probabilidade de se ser eficaz.

 

A prevenção do cancro colorretal passa fundamentalmente pela adoção de hábitos saudáveis e a realização de exames para a deteção precoce de pólipos ou lesões no cólon e reto.

 

As instruções médicas internacionalmente reconhecidas recomendam o seguinte:

  • Pessoas com um risco médio de desenvolver cancro colorretal devem iniciar o rastreio a partir dos 50 anos e as estratégias podem ser:
    • Colonoscopia a cada 10 anos
    • Colonoscopia Virtual a cada 5 anos
    • Pesquisa de sangue oculto nas fezes a cada ano
  • Pessoas com um risco elevado para cancro colorretal devem iniciar o rastreio antes dos 50 anos, mais frequentemente e com técnicas precisas, como a colonoscopia

Esta valoração do risco deve ser realizada pelo seu médico assistente.

 

Conheça os sinais e sintomas do cancro do cólon e do reto

Nem todos os tipos de cancro colorretal dão sinais ou apresentam sintomas, mas existem alguns sinais que podem indicar que algo não está bem.

Aprenda a reconhecê-los e, lembre-se que os sintomas podem ocorrer em qualquer idade. Em particular, deve ter em atenção:

  • Alteração da frequência de dejeções (quer a ocorrência de diarreia ou o aparecimento de obstipação)
  • Sensação de querer evacuar várias vezes
  • Dores abdominais
  • Presença de sangue nas fezes

Estes sintomas merecem especial valorização quando se tornam mais persistentes (mais do que 2 semanas) e / ou intensos. Deve estar atento a estes sinais e caso se manifestem, fale com o seu médico.

 

Conheça os fatores de risco associados ao cancro colorretal

Qualquer comportamento ou condição que aumenta a probabilidade de ter uma doença é um fator de risco. Se um ou mais fatores de risco se aplicarem a si, não quer dizer que desenvolverá necessariamente cancro cólon e reto. Da mesma forma, o cancro do cólon e reto pode aparecer em indivíduos que não apresentem fatores de risco conhecidos.

Algumas escolhas de estilo de vida como a sua alimentação, se fuma ou se não pratica exercício físico podem aumentar o seu risco. Existem também alguns tipos de doenças gastrointestinais que podem contribuir para o aumento do risco de desenvolver cancro colorretal.

Saiba que fatores de risco podem aumentar a probabilidade de desenvolver este tipo de cancro.

 

Conheça a sua história familiar

Tem conhecimento de casos de cancro colorretal na sua família? É importante que tenha conhecimento sobre esta informação. Fale com a sua família e conheça o seu risco genético. Na Consulta de Risco Oncológico será estudado o seu risco familiar de cancro, avaliando que estratégias de rastreio e diagnóstico precoce se adequam à sua situação.

 

O desejável é implementar o que atualmente são considerados fatores protetores do desenvolvimento deste tipo de cancro. Entre estes, salientam-se:

  • Exercício físico regular
  • Controle de peso
  • Dieta - valorizando-se habitualmente a dieta rica em fibras, não hipercalórica, variada, consumo de peixe (especialmente os mais ricos em ácidos gordos com ómega 3). Valorizam-se ainda as suplementações (particularmente se se registarem deficits) de ácido fólico e folatos, vitamina B6, vitamina D e cálcio