Desligue o telemóvel... e ligue aos seus filhos

Quando vai ao restaurante com a sua família presta mais atenção ao telemóvel do que aos seus filhos? Então leia este artigo.
Publicado por: CUF em 19 de Maio 2014
Tags: desenvolvimento infantil , smartphone , telemóvel

O que acontece quando uma equipa de investigadores da Universidade de Boston se dedica a observar o comportamento de 55 adultos (cada um acompanhado por uma ou mais crianças) num restaurante de fast food? Surge o estudo «Patterns of Mobile Device Use by Caregivers and Children During Meals in Fast Food Restaurants», publicado recentemente no jornal Pediatrics, e cujas conclusões, que partilhamos já a seguir, nos devem fazer refletir.

 

Refeições a três

Assim, de acordo com este estudo, 45% dos adultos usaram o smartphone durante a refeição; 16% esteve a usar o telemóvel desde o início até ao final da refeição, pousando-o apenas por momentos, e ignorando as crianças a maior parte do tempo.

Segundo os investigadores, quando as crianças tentavam chamar a atenção dos pais (muitas vezes adotando comportamentos provocadores), estes eram agressivos verbalmente, ralhando, dando instruções à criança num tom "robótico" e por vezes, até, reagindo de forma física (dando um pontapé à criança por baixo da mesa, por exemplo, refere o estudo).

 

Conclusões que dão que pensar

De acordo com pediatras da Cleveland Clinic, nos EUA, os resultados deste estudo devem servir de alerta. O tempo de interação com os pais, cara a cara, é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, linguístico e emocional das crianças. Os smartphones e os tablets não substituem o tempo de qualidade entre pais e filhos e o tempo livre (ao fim de semana, por exemplo) e as refeições devem ser um espaço privilegiado para a família conversar, relaxar e usufruir da companhia uns dos outros. Aliás, da mesma forma que os pais devem pôr o telemóvel/tablet de lado quando estão à mesa, não o devem dar à criança de modo a mantê-la entretida e sossegada.

 

Não se esqueça...

As novas tecnologias têm benefícios para os mais novos mas a sua utilização abusiva interfere na dinâmica familiar e é prejudicial para a saúde física e emocional da criança (leia o nosso artigo "Obcecados pelo telemóvel").