Doença de Parkinson e quedas

A perda de equilíbrio, comum nesta doença, não é o único sintoma que favorece as quedas. Saiba o que fazer para preveni-las
Publicado por: CUF em 08 de Agosto 2014
Tags: doença de Parkinson , equilíbrio , falta de equilíbrio , quedas , tremor , visão desfocada
Doença de Parkinson e quedas

O que é a doença de Parkinson?
A doença de Parkinson é uma patologia crónica, progressiva e degenerativa do sistema nervoso central. Apresenta vários sintomas, sendo o mais comum a lentidão de movimentos (bradicinésia), apesar de o tremor de repouso ser muitas vezes o mais evidente – no entanto nem todos os doentes têm tremor. Além destes, a rigidez, as alterações posturais, dificuldades ao nível do equilíbrio e da marcha, assim como problemas de visão (visão desfocada ou má percepção de cores e formas), são outras das manifestações desta doença.

 

Risco de quedas
Segundo a Parkinson’s Disease Foundation, o risco de quedas é duas vezes superior nas pessoas com Parkinson comparativamente a indivíduos saudáveis da mesma idade, não só pelos vários sintomas motores como também devido aos sintomas não motores. Gestos do dia a dia, como inclinarmo-nos para nos calçarmos ou levantarmo-nos do sofá, podem provocar falta de equilíbrio e/ou descida da tensão arterial que, por sua vez, podem causar tonturas e promover quedas. O sono insuficiente, frequente na doença de Parkinson, também pode levar à fadiga, stresse e menos resistência emocional, o que pode conduzir à falta de atenção e originar quedas.
As quedas têm um grande impacto na mobilidade e qualidade de vida dos doentes, pelo que é importante saber o que fazer para reduzir este risco. 

 

Exercício físico
Os especialistas defendem que o exercício físico, programado e devidamente acompanhado, deve ser uma rotina na vida destas pessoas, pois contribui grandemente para se manterem saudáveis e ativos.
Um programa de exercício físico para uma pessoa com doença de Parkinson deve incluir exercícios que melhorem a flexibilidade, concentração e equilíbrio.

 

Em casa: como reduzir os riscos de queda?

Em todas as divisões Assegure-se que os tapetes estão bem fixos ao chão. É aconselhável colocar barras de apoio junto de todas as portas.

 

Móveis Devem estar sempre fixos à parede, caso a pessoa necessite de apoio para não cair. A cama deve ser baixa e ter uma cadeira sólida ao lado que possa servir de apoio.

 

Na casa de banho Nunca deixe o chão molhado e instale barras de apoio em sítios estratégicos: ao lado da porta, de ambos os lados da sanita (que deve ter o assento subido) e no duche/banheira. Nesta divisão os tapetes antiderrapantes são indispensáveis.

 

Nas escadas Deve existir sempre um corrimão firme e, caso haja uma passadeira, tem de estar bem fixa. 

 

Interruptores Devem ser facilmente alcançáveis. Se tiver essa possibilidade, instale sensores para que a luz acenda automaticamente sempre que entrar em cada divisão.

 

Não se esqueça...
Quando se levantar da cama ou sofá, é importante fazê-lo lentamente, para que as artérias do corpo possam adaptar-se à nova posição e evitar as descidas abruptas de tensão arterial, que podem causar desmaios e quedas.