Exercício físico & doenças cardiovasculares

Os benefícios da atividade física regular para os doentes cardiovasculares e as precauções a tomar.
Publicado por: CUF em 11 de Maio 2015
Tags: colesterol , coração , desporto e doenças cardiovasculares , doenças cardiovasculares , hipertensão , prevenção doenças cardiovasculares , treino aeróbio , treino de força
Exercício físico & doenças cardiovasculares

Segundo o Portal de Saúde, as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de mortalidade na população portuguesa, à semelhança do que acontece com outros países europeus.

O papel do exercício físico na prevenção das doenças cardiovasculares é unanimemente reconhecido. Mas, para alguém que sofra de doença cardiovascular, a atividade física regular continua a ter um papel essencial, fazendo parte de uma terapêutica multifacetada - que inclui a cessação tabágica, redução dos níveis de colesterol, manutenção do peso e controlo da tensão arterial.

 

Benefícios do exercício físico

O exercício físico apresenta inúmeros benefícios para quem tem doença cardiovascular:

  • Reduz a tensão arterial e o colesterol;
  • Melhora a capacidade de absorver e utilizar o oxigénio;
  • Aumenta os níveis de energia e diminui o cansaço;
  • Melhora a qualidade do sono;
  • Pode reduzir os sintomas de insuficiência cardíaca congestiva;
  • Ajuda a pessoa a atingir e/ou manter um peso saudável;
  • Ajuda a controlar o stresse.

 

Repercussões do exercício físico na qualidade de vida

Segundo a American College of Sports Medicine (ACSM), os doentes cardiovasculares que praticam exercício físico regularmente referem, muitas vezes, sentirem mais autoconfiança e bem-estar e, em contrapartida, menos ansiedade, depressão, stresse e isolamento social.

 

Aconselhamento médico

Siga sempre as indicações do seu cardiologista ou médico de medicina desportiva em relação à periodicidade com que deve/pode fazer exercício físico, a duração de cada treino e os tipos de atividade física que deve preferir (ver tópico abaixo). É muito importante que o médico lhe explique, por exemplo, se deve ajustar a sua medicação ou medir a frequência cardíaca antes/depois de praticar exercício físico. Este aconselhamento é também essencial para que o doente fique a par dos sinais de alarme que devem levar à interrupção da atividade física ou que implicam recorrer a ajuda médica (ver tópico "Sinais de alarme").

 

Exercício aeróbio e treino de força

As atividades físicas mais benéficas para os doentes cardiovasculares são o exercício aeróbio e o treino de força. As atividades aeróbias melhoram a circulação, a respiração e ajudam a reduzir os valores de tensão arterial e de colesterol. Andar a passo rápido, fazer corrida, saltar à corda, andar de bicicleta, fazer aeróbica ou cardio, remo, natação ou jogar ténis são alguns exemplos de atividades aeróbias.

Já o treino de força fortalece os músculos e os ossos e é muito útil na gestão do peso. Pode, por exemplo, usar máquinas de musculação ou fazer halteres.

A American College of Sports Medicine refere que os benefícios mais consistentes do exercício físico em pessoas que têm doença cardiovascular parecem ocorrer quando a atividade física é praticada pelo menos três vezes por semana ao longo de 12 ou mais semanas.

 

6 cuidados a ter

  1. Nunca inicie a prática de exercício físico sem aconselhamento médico;
  2. Aqueça sempre antes de iniciar o treino e faça alongamentos quando terminar;
  3. Comece gradualmente e vá aumentando um pouco a duração do treino a cada semana que passa;
  4. Não faça exercício físico logo a seguir às refeições - espere pelo menos 60 minutos;
  5. Evite fazer exercício físico ao ar livre quando a temperatura está muito elevada ou muito baixa. As temperaturas extremas podem afetar a circulação sanguínea e dificultam a respiração;
  6. Hidrate-se - aconselhe-se com o seu médico em relação à quantidade de líquidos que pode beber.

 

Sinais de alarme

Deve parar de fazer exercício físico imediatamente perante...

  • Dor no peito;
  • Fraqueza;
  • Tonturas ou sensação de desmaio;
  • Pressão ou dor no peito, pescoço, braço, mandíbula ou ombro.

 

Atenção!

Se os sintomas persistirem mesmo depois de ter interrompido a atividade física, deve recorrer a um serviço médico de emergência.