Fadiga: quando deve consultar o médico

Aprenda a distinguir o cansaço normal daquele que o deve levar a consultar o médico.
Publicado por: CUF em 09 de Outubro 2015
Tags: anemia , apneia do sono , cansaço , depressão , fadiga , falta de energia

Cansaço, fadiga... Estas palavras podem ser usadas para descrever uma sensação generalizada e persistente de debilidade, falta de vitalidade e de energia, que se sente tanto a nível físico como intelectual e que afeta a capacidade de trabalhar ou de realizar tarefas simples. Os motivos podem ser muito variados, desde stresse, ansiedade ou estados depressivos, mas também problemas cardíacos, pulmonares, infeções ou anemia.

 

Fadiga persistente

Se a fadiga começar a ser um sintoma persistente, é importante perceber qual a sua origem, já que pode ser um indicador de várias doenças. Saiba como distinguir o cansaço normal daquele que o deve levar a consultar o médico. Os principais sintomas associados à fadiga patológica incluem:

  • Estado geral alterado;
  • Fadiga muscular;
  • Problemas de concentração e de sono;
  • Falhas de memória;
  • Perda da libido;
  • Alterações do apetite.

 

Como pode ser tratada?

Na origem da fadiga persistente, muito comum nos dias de hoje, pode estar uma má alimentação, sono insuficiente e sedentarismo. Para combater a fadiga é assim fundamental, numa primeira abordagem, respeitar as horas de sono, praticar exercício físico moderado e seguir uma alimentação equilibrada. De acordo com a Cleveland Clinic, e em alguns casos, a toma de suplementos vitamínicos pode ser útil - mas apenas por indicação do médico.

 

No dia a dia, deve seguir estas regras: 

  • Evitar a cafeína e os alimentos ricos em açúcar como fontes de energia, já que o seu efeito é precisamente o contrário, fazendo flutuar os níveis de glicemia e levando ao agravamento da fadiga.
  • Preferir uma dieta com frutas, vegetais e proteínas.
  • Para dormir melhor, não consuma café ou bebidas alcoólicas à noite e desligue a televisão antes de ir para a cama.
  • Para aumentar os níveis de energia, é aconselhável praticar 30 minutos (no mínimo) de exercício físico, pelo menos três vezes por semana.

 

Procurar a causa

Se o cansaço persistir mesmo depois de corrigidos alguns hábitos menos saudáveis, é necessário apurar a origem do problema. A fadiga pode estar associada a diferentes doenças, como:

  • Anemia É uma causa muito comum da fadiga patológica e a sua existência pode ser verificada através de análises sanguíneas.
  • Deficit nutricional A alimentação praticada hoje em dia promove, facilmente, carências em algumas vitaminas e minerais, cuja ausência no organismo pode provocar cansaço, tais como: selénio, iodo, ómega 3, vitamina D, magnésio e potássio.
  • Problemas na tiroide Tanto o hipertiroidismo como o hipotiroidismo podem provocar sintomas de fadiga que persistem ao longo do tempo.
  • Diabetes Se o cansaço for acompanhado de visão turva e micções muito frequentes, poderá ser um indicador da presença de diabetes.
  • Depressão Exaustão física e mental, tristeza e falta de apetite/apetite exagerado podem ser sintomas de depressão e não devem ser descurados.
  • Apneia do sono Acordar já cansado, dormir e não se sentir repousado ou ressonar são situações que indicam a presença de síndrome de apneia do sono.
  • Problemas cardíacos Principalmente nas mulheres, o cansaço persistente pode ser um indicador de doença cardíaca.

 

Atenção!

Não deixe de consultar o médico se a fadiga não tiver origem aparente e se não se atenuar mesmo depois da adoção de um estilo de vida saudável.