Glaucoma: sabe o que é?

Por ser diagnosticado tardiamente, é uma das principais causas de cegueira a nível mundial. Em Portugal, o glaucoma atinge cerca de 100 mil pessoas.
Publicado por: CUF em 27 de Agosto 2015
Tags: cegueira , doenças crónicas , glaucoma , oftalmologia , olhos
Glaucoma: sabe o que é?

Glaucoma é a designação médica para um grupo de doenças do olho que danificam o nervo ótico, responsável pela transmissão da informação do olho até ao cérebro. Se este nervo for danificado, a perda de visão pode ser uma das consequências. O glaucoma está muito associado - mas nem sempre - à elevada pressão intraocular, que acaba por provocar danos na visão. Este tipo de doença pode prejudicar a visão sem que haja qualquer sintoma, até atingir um estado muito avançado.

 

A causa do glaucoma é desconhecida: embora seja associada a elevados níveis de pressão intraocular, existem casos de pessoas que desenvolvem glaucoma e que não apresentam alterações da pressão intraocular. Existe ainda uma tendência para desenvolver esta doença depois de um ferimento no olho ou cirurgia ocular e alguns medicamentos (corticoides) podem também provocar glaucoma.

 

Sabe quais são os fatores de risco?

  • Pressão interocular elevada
  • Idade: acima dos 35 anos
  • Diabetes, doenças cardíacas, elevada pressão sanguínea e hipotiroidismo
  • Antecedentes de glaucoma na família
  • Elevado grau de miopia
  • Utilização prolongada de corticoides

 

Tipos de glaucoma

a) Glaucoma de ângulo aberto: esta é a forma mais frequente de glaucoma e costuma surgir depois dos 35 anos. Além disso, esta doença tem tendência para surgir em vários elementos da mesma família. Os diabéticos ou míopes têm mais probabilidade de contrair este tipo de glaucoma, embora também surja com maior frequência (e com sintomas mais graves) em pessoas de raça negra.

Sintomas: Este glaucoma pode não produzir qualquer sintoma - exceto perda de visão progressiva - até provocar uma lesão irreversível. Por norma, o diagnóstico é feito aquando da verificação da pressão intraocular. Assim o exame ocular de rotina deve incluir esta medição.

 

b) Glaucoma de ângulo fechado: este tipo de glaucoma provoca ataques repentinos de aumento de pressão, normalmente em apenas um dos olhos. Nestes casos, os doentes têm o espaço entre a córnea e a íris mais estreito do que o habitual, fazendo com que qualquer fator que provoque a dilatação da pupila possa significar que a íris bloqueia a drenagem de fluido.

Sintomas: Além de um ligeiro agravamento da visão, os sintomas podem incluir também dores no olho e na cabeça que podem durar algumas horas antes de um ataque mais grave. Este pode provocar perda rápida da visão e uma dor aguda e repentina no olho.

 

c) Glaucoma congénito: tal como o próprio nome indica, é o tipo de glaucoma em que a criança nasce com a doença, já presente durante a gravidez. É considerado raro e, quando descoberto, deve ser tratado de forma imediata.

 

Tratamento

A melhor forma de prevenir o glaucoma é consultar anualmente o seu médico oftalmologista. Apesar de ser uma doença crónica e sem cura, pode ser controlado através da utilização de medicamentos específicos que normalizam a pressão intraocular, impedindo a progressão da doença, que pode levar à perda de visão. Dependendo do diagnóstico, as soluções podem também passar por tratamento com laser ou cirurgias.

 

Atenção!

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo, principalmente porque o diagnóstico é muitas vezes tardio. Em Portugal, a doença atinge cerca de 100 mil pessoas. Deve fazer o rastreio a partir dos 40 anos e em caso de dúvida contactar o seu médico oftalmologista.

 

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