Gordura visceral: porque é (tão) perigosa?

Acabar com a gordura visceral não é apenas uma questão de peso; o cérebro e coração também agradecem! A solução está essencialmente em modificar os hábitos de vida. Saiba como.
Publicado por: CUF em 08 de Agosto 2019
Tags: gordura visceral , barriga , zona abdominal , ataque cardíaco , colesterol , excesso de peso
Gordura visceral

Não conseguimos ver a gordura visceral (ela está bem escondida na nossa zona abdominal) e, por isso, muitas vezes nem sabemos que a temos em excesso. Embora tenha uma função importante no nosso organismo - proteger os órgãos e mantê-los no seu lugar dentro do abdómen -, quando os seus níveis ultrapassam aquilo que é considerado saudável, a nossa saúde corre riscos. E se pensa que só as pessoas com excesso de peso é que podem ter gordura visceral, está enganado: quem é magro também pode ser afetado por este problema.

 

O que é a gordura visceral?

Chamamos gordura visceral à gordura que se acumula na cavidade abdominal (barriga), entre os vários órgãos que aí se situam, como o estômago, fígado e pâncreas. Esta é mais comum em corpos com "formato de maçã" e, quando em excesso, pode ser perigosa para a saúde. 

Este tipo de gordura pode também influenciar o funcionamento das hormonas produzidas pelo nosso organismo: podem ser consideradas como um órgão ou glândula endócrina que produz hormonas que afetam negativamente a nossa saúde.

 

Quais os riscos associados à gordura visceral?

Quanto maior a quantidade de gordura visceral acumulada, maior é o risco de:

  • Enfarte do miocárdio (ataque cardíaco)
  • Doença cardíaca
  • Aumento da resistência à insulina - (provoca um aumento dos níveis de açúcar no sangue, a glicose), pré-diabetes ou diabetes tipo 2
  • Pressão arterial elevada
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Cancro colorretal e cancro da mama
  • Doença de Alzheimer
  • Níveis mais elevados de colesterol mau (LDL) e total e mais baixos de colesterol bom (HDL)

 

Como se mede a gordura visceral?

Enquanto a gordura subcutânea - aquela que está logo debaixo da nossa pele e não é tão preocupante para saúde é mais visível e conseguimos apertá-la com os dedos, a presença da  gordura visceral não é tão óbvia.

Geralmente, para fazer o seu diagnóstico o médico avalia o seu estilo de vida e, depois, faz a medição da sua massa gorda para calcular a percentagem que corresponde a gordura visceral.

Outra forma de fazer esta avaliação é através da medição da circunferência abdominal. Para isso, é colocada uma fita métrica à altura do umbigo enquanto está de pé. Considera-se excesso de gordura abdominal os seguintes valores:

  • Mulheres: 88,9 cm ou mais
  • Homens: 101,6 cm ou mais

 

É magro? Ainda assim, não está a salvo

Mesmo as pessoas que têm um peso adequado às suas características, podem ter gordura visceral em excesso. Ter este tipo de gordura em níveis superiores aos recomendados está parcialmente associado aos genes, mas também ao estilo de vida, como a ausência de uma dieta equilibrada e de atividade física regular, tendo este último fator especial relevância.

 

Como pode reduzir a gordura visceral

Para evitar os perigos associados ao excesso de gordura visceral, o segredo está, essencialmente, na modificação de hábitos de vida que o ajudem a emagrecer na zona abdominal.

 

1. Faça do exercício físico uma rotina

A prática de exercício físico moderado - que aumente a frequência cardíaca por 30 minutos pelo menos três vezes por semana - ajuda a diminuir a quantidade de gordura visceral. Contudo, se o objetivo é mesmo eliminá-la, a chave está no exercício físico vigoroso. Experimente:

  • Corrida (ou caminhar na passadeira com inclinação)
  • Bicicleta estática
  • Elíptica
  • Remos
  • Caminhada a um ritmo intenso (para acelerar a respiração e frequência cardíaca)
  • Aulas de zumba
  • Jogar à bola com os filhos

 

2. Coma de modo equilibrado

Isto significa uma dieta com pouco açúcar e gordura. Por outro lado, reforce o consumo de proteína magra, como peito de frango, fruta e vegetais, e hidratos de carbono complexos, como batata doce, leguminosas e cereais integrais. O ideal é que opte pelos alimentos cozidos em água ou ao vapor, assados e grelhados.

 

3. Relaxe!

O stress pode favorecer a acumulação de gordura visceral. Porquê? Porque, quando estamos stressados, o nosso organismo liberta uma hormona, o cortisol, que influencia a quantidade deste tipo de gordura que o nosso corpo acumula. Aprenda a fazer uma boa gestão do stress, experimentando técnicas de relaxamento, como:

  • Meditar
  • Praticar exercício físico
  • Recorrer a terapia de relaxamento
  • Descontrair junto da família e amigos