Mamografia: porque é tão importante

É o meio complementar de diagnóstico de 1ª linha no diagnóstico da patologia mamária e que permite o diagnóstico precoce do cancro de mama.
Publicado por: CUF em 07 de Agosto 2013
Tags: autoexame da mama , cancro da mama , diagnóstico precoce , exames da mulher , mamografia , nódulos , rastreio
Mamografia

É a lesão maligna que mais atinge a mulher. Anualmente, surgem cerca de 4500 casos novos de cancro da mama em Portugal. Trata-se de um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário: sim, falamos do cancro da mama, o que mais atinge o sexo feminino e um dos cancros mais temidos e com maior impacto na vida da mulher, tanto a nível físico como emocional, atingindo fortemente a sua autoestima.

 

A mamografia, efetuada com regularidade, permite uma redução da mortalidade e morbilidade por cancro de mama.

Quando diagnosticado precocemente, o cancro da mama pode ser curado em 85% dos casos. Não deixe de vigiar o seu peito todos os meses e faça uma mamografia periodicamente.

A mamografia é essencial no diagnóstico precoce do cancro de mama, permitindo detetá-lo antes da mulher ou do Médico assistente palpar qualquer alteração mamária.

Combater o cancro da mama implica que a mulher assuma, ao longo da sua vida, um papel proativo a nível da prevenção.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vigilância da mama assenta nas seguintes diretrizes:

  1. A mulher deve fazer o autoexame mamário mensalmente (após o período menstrual), a partir dos 20 anos. Deve consultar o médico se sentir/observar alguma destas alterações: nódulo/endurecimento na mama ou na axila; alteração no tamanho ou formato da mama; mudança da coloração ou sensibilidade da pele da mama ou da aréola; retração da pele da mama ou do mamilo; corrimento mamilar.
  2. A avaliação clínica da mama deve ser feita a partir dos 20/30 anos.
  3. A 1ª mamografia deve ser realizada cerca dos 35 anos.
  4. A 2ª mamografia deve ser realizada a partir dos 35 anos, de 18 em 18 meses, até à menopausa.
  5. Depois da menopausa, a mamografia deve ser realizada de 24 em 24 meses.
  6. Se existirem fatores de risco pessoais ou familiares, o médico fará um reajuste dos tempos de vigilância, personalizado.

 

De acordo com a European Society of Mastology (EUSOMA), a American Cancer Society (ACS) e o National Cancer Institute (NCI), os estudos comprovam que o diagnóstico precoce do cancro da mama por rastreio diminui a mortalidade devido a esta doença se o diagnóstico for feito por mamografia.

 

Mamografia passo-a-passo

Este exame utiliza uma dose mínima de radiação (1/10 da utilizada a realizar um simples Rx de Torax!) e permite obter imagens da mama com alto contraste e alta resolução radiológica dos tecidos.

Utilizando equipamentos adequados, o Mamógrafo Digital Direto, o médico imagiologista com diferenciação em patologia mamária pode fazer o diagnóstico das patologias da mama precocemente.

 

Uma vez que ao executar o exame vai ser realizada uma breve compressão da mama que durará cerca de poucos segundos, as mulheres em fase pré-menopausa com maior sensibilidade à dor deverão programar o exame para a semana seguinte ao período menstrual, altura em que se sente menor desconforto.

 

  • Preparação: Deverá estar tranquila e ter consigo a prescrição médica, bem como os exames de mamografia anteriores, caso já tenha realizado este exame anteriormente.
     
  • Outros dados:
    Informe o médico radiologista se:
    • Tiver notado alguma alteração na mama;
    • Realizou alguma cirurgia anteriormente;
    • Tiver feito ou estiver a fazer alguma terapia hormonal (Pílula ou para a menopausa);
    • Existirem antecedentes pessoais ou familiares de cancro da mama.
  • Gravidez Por utilizar radiações ionizantes, este exame é desaconselhado durante a gravidez - embora não esteja contraindicado. Se existir a possibilidade de gravidez, a mulher deve alertar o técnico de radiologia, que tomará os devidos cuidados de radioproteção abdominal e pélvica.
     
  • Como se processa o exame:
    O técnico de radiologia irá explicar os procedimentos de posicionamento e fará uma compressão suave e lenta da mama. Esta compressão permite reduzir a dose de radiação com melhor visualização das estruturas da mama e, consequentemente, maior probabilidade de fazer o diagnóstico.
    Cada uma das mamas é radiografada separadamente em dois posicionamentos diferentes.
     
  • Leitura das imagens As imagens obtidas vão ser lidas pelo médico imagiologista na estação de trabalho e depois irá observá-la, esclarecer eventuais dúvidas e, se achar necessário, propor exames complementares (como Incidências Extra, Ecografia Mamária, Ressonância Magnética ou Biópsia Percutânea) com o objetivo de despistar e/ou diagnosticar precocemente o cancro da mama.
     
  • Relatório O médico imagiologista elabora um relatório com as conclusões e, se for caso disso, encaminha-a para a consulta de Senologia ou da mama.

 

A Mamografia tem riscos? Não.

Atualmente, os novos mamógrafos usam uma dose de radiação mínima, desprezível, sem riscos para a saúde, principalmente quando comparado com o benefício que advém da realização de um exame que poderá ser crucial para o seu bem-estar.