Na gravidez: já ouviu falar de quisto do plexo coroideu?

Aparece no cérebro do bebé antes do nascimento e, na maioria das vezes, é inocente. Isto porque pode desaparecer sem qualquer intervenção médica.
Publicado por: CUF em 17 de Setembro 2019
Tags: gravidez , feto , cérebro , ecografia , quisto , plexo coroideu
Quisto do plexo coroideu no cérebro do bebé

Quando, na ecografia do segundo trimestre, os pais recebem, do médico obstetra, a notícia de que o seu bebé tem um quisto do plexo coroideu, é comum que o pânico se instale. "O que é isso?", "É grave?" e "O bebé está bem?" poderão ser as suas primeiras preocupações. E é normal que as tenham, afinal, querem o melhor para o seu bebé - nomeadamente que seja saudável. A boa notícia é que podem respirar fundo: felizmente, na maior parte dos casos, não só não é grave, como este quisto desaparece por si mesmo com o decorrer da gravidez. Saiba ao certo o que é.

 

O que é o quisto do plexo coroideu?

O plexo coroideu é um órgão altamente vascularizado, que aparece na sétima semana de gestação, e que se encontra tanto no lado direito como no lado esquerdo de duas estruturas que se chamam ventrículos laterais do cérebro. A sua função é a produção de líquido cérebro-espinal.

Em cerca de 1 a 2% dos bebés - aproximadamente um em cada 50-100 -, forma-se neste órgão um quisto ou dois, normalmente com diâmetros pequenos. A causa são pequenas alterações hemodinâmicas, que podem acontecer no binómio placenta-feto e que não são patológicos.

 

Deve ser motivo de preocupação?

A maior parte dos quistos do plexo coroideu desaparece sem deixar vestígios. Caso a deteção de um quisto não esteja associada a outras anomalias, a grávida deverá ter os cuidados normais associados a esta fase da vida da mulher.

Embora o tamanho do quisto não seja normalmente relevante - só interessa para controlo pós-natal se for grande, ocupando o ventrículo de parede a parede -, a presença de múltiplos quistos de tamanho grande poderá ser mais preocupante. É também caso para fazer uma observação mais detalhada quando associado ao quisto estão outras anomalias. Este quisto não está, contudo, ligado a trissomias ou outras cromossomopatias.

 

O prognóstico

Foram realizados vários estudos em crianças que durante a gestação tinham sido diagnosticadas com quisto do plexo coroideu que demonstraram que o seu desenvolvimento cerebral, motor e comportamental foi normal. Considera-se, por isso, não ser necessária uma avaliação após o nascimento.