Obesidade infantil: como prevenir

Alterar os hábitos alimentares e praticar exercício físico é essencial para combater a obesidade infantil.
Publicado por: Ana Cristina Monteiro em 17 de Julho 2015
Tags: hereditariedade , obesidade , obesidade infantil , obesogénico , prevenir a obesidade infantil , sedentarismo

As grandes causas do aumento da obesidade infantil no mundo são a hereditariedade, o sedentarismo e a mudança dos hábitos alimentares. Infelizmente na hereditariedade não podemos interferir mas podemos ser proativos na prevenção da obesidade no que diz respeito à alimentação e ao sedentarismo.

 

Prevenção começa na gravidez

Esta atuação deve começar logo durante a gravidez, prevenindo a diabetes materna e tentando que o recém-nascido, ao nascer, tenha um peso adequado, pois os extremos de peso (muito baixo ou muito alto) estão associados a maior risco de evolução para obesidade. Ao nascer, a criança, pela sua imaturidade, vai precisar de ser protegida do ambiente "obesogénico" em que se encontra inserida. Combater os maus hábitos alimentares que se estão a instalar e combater o sedentarismo são dois dos principais aspetos da prevenção.

 

O poder dos alimentos pré-confecionados

Grande parte dos alimentos pré-confecionados tem elevado teor calórico, é rico em ácidos gordos saturados, açúcares simples e pobre em nutrientes mais essenciais. Estes alimentos têm um sabor agradável, uma imagem tentadora e são publicitados na comunicação social. Sabe-se que os anúncios preferidos pelas crianças são os da comida e não os dos brinquedos. Para além da promoção do aleitamento materno, é essencial que a criança, nos primeiros dois anos de vida, tenha contacto com alimentos variados. Após essa idade, a criança torna-se mais seletiva e o seu paladar terá de ser educado. Para as famílias é muito importante a quantidade de alimentos que é ingerida nessa idade, deixando que seja a criança a selecionar aquilo que come. É frequente a criança comer no infantário e na escola alimentos que em casa não come porque diz não gostar.

 

Diminuição da atividade física

Também as crianças e jovens têm diminuído a sua atividade física diária. Vão de carro para a escola, veem mais televisão e jogam mais no computador e consolas. O exercício funciona essencialmente como um coadjuvante na manutenção a longo prazo do peso saudável, proporcionando bem-estar e ajudando a controlar os restantes fatores de risco cardiovascular.

 

A ação de todos é essencial

É difícil mudar comportamentos. A criança sozinha não conseguirá prevenir e muito menos solucionar uma obesidade que se instale. O alerta de todos, o empenho das famílias, da sociedade e do governo, são a chave para se poder inverter esta tendência crescente e transformar as crianças portuguesas em adultos mais saudáveis. O governo tem o poder de criar legislação que regulamente, entre outros, o aumento do número de horas letivas de educação física e o tipo de publicidade e, também, promover o lançamento de campanhas de sensibilização.