Pressão arterial: perceba se está elevada

Na maioria das vezes, a pressão arterial elevada não apresenta sintomas, por isso é necessário avaliar com regularidade os seus valores. Estar atento é fundamental.
Publicado por: CUF em 10 de Outubro 2019
Tags: tensão alta , pressão arterial , hipertensão , AVC , sistólica , diastólica
Medir a pressão arterial

A pressão arterial elevada é uma "ameaça silenciosa". Na maioria das vezes, não existe qualquer tipo de sintomas que indiquem que os seus valores estão acima dos considerados saudáveis.

Principalmente quando não é detetada, a pressão arterial elevada é perigosa para a saúde, ocupando o primeiro lugar no "campeonato" de fatores de risco para acidentes vasculares cerebrais (AVC) e doenças cardíacas.

Mas o que é, ao certo, a pressão arterial elevada? Como é possível diagnosticá-la se, geralmente, não apresenta sintomas? Conheça aqui a resposta a estas questões.

 

O que é a pressão arterial?

A pressão arterial é, de um modo muito simples, a medição da pressão ou da força com que o sangue passa pelas paredes das artérias, e consiste em dois valores:

  • Sistólica: aparece em primeiro lugar e mede a força com que o coração se contrai e "expulsa" o sangue do seu interior.
  • Diastólica: é o segundo valor e diz respeito à medição da pressão quando o coração relaxa entre cada batimento.

Quando a pressão arterial está muito elevada, significa que o sangue circula exercendo pressão exagerada nas artérias e, por isso, o coração tem que fazer mais esforço que o normal.

 

Categorias da pressão arterial

  • Risco baixo: 120/80 mm Hg
  • Risco médio: 121-139/80 - 89 mm Hg
  • Risco elevado: 140+/90 mm Hg

 

Existem algumas exceções a estas categorias: por exemplo, para as pessoas com diabetes consideram-se valores para risco elevado quando a pressão arterial é superior a 130/80. Para quem tem mais de 80 anos de idade, a pressão sanguínea sistólica deve ser, de um modo geral, inferior a 150.

 

Isto é mito

Muitas vezes, quando se fala em pressão arterial elevada pensa-se em sintomas como:

  • nervosismo
  • transpiração
  • dificuldades em dormir
  • rubor facial

Contudo, estas associações não passam de mitos. Na verdade, a tensão arterial elevada é geralmente assintomática, não existindo alertas de que algo não está bem com a sua saúde.

 

Estar atento é a melhor forma de diagnóstico

Ao conhecer os seus níveis de pressão arterial, terá maior facilidade em identificar se em os seus valores estão elevados e fora dos intervalos saudáveis.

Idealmente, a sua medição deve ser feita pelo menos uma vez por ano, mas existem situações que requerem maior frequência, estipulada pelo seu médico assistente. Isto acontece, por exemplo, quando já foi diagnosticada pressão arterial elevada ou existem outros problemas de saúde associados.

 

Medir em casa também é importante

Embora a medição da pressão arterial em casa não substitua as que são feitas pelos profissionais de saúde, são um bom complemento para ajudar o seu médico assistente a fazer uma correta avaliação dos seus níveis e determinar se estão de facto elevados.

Por vezes, os valores que o seu médico obtém não refletem inteiramente a realidade do seu dia-a-dia: durante a consulta, poderá sentir-se ansioso e os seus níveis podem subir, mas voltar a descer quando regressa à sua vida normal; também pode ocorrer o oposto, um problema chamado de hipertensão arterial mascarada. Se o seu risco de doença cardíaca ou de AVC é elevado, é muito importante fazer este diagnóstico, pelo que o seu médico assistente lhe poderá pedir que faça a medição em casa.

 

Passo a passo para fazer uma medição correta

Para se assegurar de que os valores que obtém com as medições em casa são fidedignos e de que está a fornecer informação correta ao seu médico assistente, há alguns passos que deve colocar em prática antes e durante a medição da pressão arterial:

  • Não fume ou consuma cafeína (café, chá, cola e algumas bebidas desportivas) nos 30 minutos anteriores.
  • Não faça a medição quando estiver perturbado ou com alguma dor.
  • Sente-se tranquilamente com os pés bem apoiados no chão e com as costas encostadas contra uma superfície firme, pelo menos, 5 minutos antes e durante o procedimento.
  • Use sempre o mesmo braço, removendo peças de roupa apertada ou grossa.
  • Coloque a braçadeira 3 cm acima do cotovelo sobre a pele, sendo que devem caber dois dedos entre esta e o braço.
  • Pouse o braço numa superfície firme, como uma mesa, mantendo a braçadeira ao nível do coração.
  • Não fale ou veja televisão durante a medição.
  • Anote os valores.
  • Se o resultado for muito elevado, faça pelo menos mais duas medições em dias separados para verificar se se mantém.
  • Na próxima consulta, leve o registo das suas medições e mostre-o ao seu médico assistente.

 

É caso para ir ao hospital...

Crise hipertensiva: quando os valores são iguais ou superiores a 180/120 mm Hg. A tensão arterial elevada não causa dores de cabeça ou sangramento no nariz, exceto em caso de crise hipertensiva. Se a estes valores estiver associado um dos sintomas acima referidos e não se sentir bem, espere cinco minutos e repita a medição. Se os valores se mantiverem, contacte um serviço médico de emergência.