Vacinas, consultas, visitas ao hospital: 10 conselhos para ajudar o seu filho a não ter medo

Revelamos-lhe algumas estratégias para que o seu filho ultrapasse os medos.
Publicado por: CUF em 24 de Abril 2015
Tags: consulta , hospital , médico , urgência hospitalar , urgências , vacinas

Das emoções primordiais mais comuns em cuidados de saúde, o medo é aquela que mais afeta as crianças, embora isso dependa não só da sua idade mas também das experiências anteriores já vivenciadas. Vários estudos efetuados durante a infância e no período pré-escolar consideram estes períodos como os mais problemáticos dado ao facto de, entre outros, os procedimentos terapêuticos serem percecionados como mais assustadores, uma vez que o nível de desenvolvimento cognitivo ainda não permite a estas crianças a compreensão de determinadas vivências e experiências. Por exemplo, sabia que 80% das crianças em idade pré-escolar têm medo de agulhas?

 

Por isso, seja numa simples consulta, num hospital ou em qualquer outro local onde se realizem tratamentos e exames, é importante os pais saberem como ajudar os filhos a passarem por esses procedimentos terapêuticos com o menor impacto emocional possível. Aqui ficam algumas dicas e sugestões para os ajudar, a si e ao seu filho, a ultrapassar da melhor forma esses momentos!

 

Antes de ir ao médico, "às vacinas" ou ao hospital...

1. Ajude o seu filho a manifestar quais os seus receiosBanalizar ou reprimir não é solução, pois isso poderá exacerbá-los ainda mais. Estar bem informado sobre o que se vai passar poderá ser útil para que possa transmitir-lhe aquilo que é necessário fazer durante o procedimento.

 

2. Existem crianças com dificuldade em exprimir as emoções, e se é o caso do seu filho, ajude-o a expor as suas dúvidas, podendo utilizar a brincadeira para falar sobre a situação. E não se esqueça: ao manifestar confiança na equipa de saúde, também ajudará o seu filho a sentir-se mais seguro perante um determinado procedimento.

 

3. Se possível, fique sempre perto do seu filho durante o procedimento. Explique-lhe, por palavras suas, o que se está a passar e ajude-o a exprimir-se, mas sem falar na vez dele.

 

4. Tranquilize-o e distraia-o enquanto os profissionais de saúde executam os cuidados. Poderá implementar diversas técnicas de distração: cantar, contar números ou histórias.

 

5. Nunca diga que não vai doer, principalmente quando sabe que isso vai acontecer! O seu filho vai sentir-se enganado.

 

6. Não o reprima/castigue por ele estar a chorar ou a ter um comportamento menos adequado, pois isso fará com que a sua ansiedade aumente ainda mais.

 

7. Nunca dê a escolher ao seu filho a opção de querer ou não realizar o procedimento, quando tem a plena de noção de que não existe alternativa e que certamente ele se recusará. Procure, antes de mais, ajudá-lo a ultrapassar esse momento da melhor forma e para benefício da sua saúde.

 

8. Se possível, colabore com os profissionais de saúde durante os procedimentos, seja na transmissão de algum hábito ou conhecimento importante do seu filho - é fundamental para que o procedimento decorra da melhor possível (por exemplo, ter o seu peluche preferido junto a si). Mas também pode ser necessário colaborar na contenção corporal e, dessa forma, evitar que o seu filho se magoe ainda mais. Sabia que existem formas de contenção corporal que, devidamente aplicadas, se confundem com abraços e mimos?

 

9. Evite atribuir culpas ou más conotações a terceiros como forma de se justificar aos seus filhos - por exemplo, "a culpa é daquela senhora de bata branca, ela é que é má". Isso apenas fará com que a criança crie mais fantasias em relação aos seus medos.

 

10. No fim dos cuidados, se for o caso, é importante deixar o seu filho dramatizar a situação, pois é importante para ele poder demonstrar os seus sentimentos. Contudo, não deixe de oferecer-lhe muitos mimos e felicitá-lo por ter sido tão corajoso!