Obesidade Mórbida

obesidade

O que é a obesidade mórbida?

A obesidade é uma doença crónica que pode trazer múltiplas complicações na saúde das pessoas obesas, como a diabetes, hipertensão arterial, dislipidémia e muitas outras, falamos de obesidade mórbida quando esse risco é muito elevado e o Índice de Massa Corporal é superior a 40 Kg/m2.
 

Posso ser operado?

Embora haja algumas excepções, antes de ser indicada a cirurgia o doente deverá:

  • Ter realizado várias tentativas de redução de peso devidamente orientadas pelo médico, sem sucesso
  • Ausência de patologias severas que condicionem o acto cirúrgico
  • Possuir um Índice de Massa Corporal superior a 40 kg/m2
  • Possuir um Índice de Massa Corporal entre os 35 e 40 kg/m2, se já tiver patologias associadas dependentes da sua obesidade.
     

Algumas patologias do foro psiquiátrico podem ser uma contraindicação para a cirurgia se não estiverem devidamente controladas e então não se obtenha concordância do médico psiquiatra que o acompanha.
 

O que é o Indice de Massa Corporal?

O Índice de Massa Corporal, é o índice a partir do qual classificamos o grau de obesidade e obtém-se dividindo o peso em kgs pela altura ao quadrado em metros.
 

O que é a cirurgia para a obesidade mórbida?

A cirurgia para a obesidade mórbida é um meio a partir do qual se consegue fazer perder peso os obesos e manter esse peso perdido. Há várias técnicas cirurgicas para fazer perder peso, já explicadas acima. Estas técnicas dividem-se em restritivas, que como o seu nome indica restringem à ingestão de calorias. Malabsortivas, que não restringem à ingestão mas não se faz a absorção dos alimentos ingeridos e as técnicas mistas que restringem à ingestão e também exercem uma maior ou menor malabsorção.
 

Decidi ser operado que testes necessito de realizar?

Se vai ser operado há uma data de testes que deverá realizar, não só para tentar descobrir se há alguma razão para a sua obesidade como para verificar se o seu estado de saúde e se necessário tomar medidas para que a cirurgia decorra sem problemas. Assim tem que realizar os seguintes exames:
 

  • Sangue: Hemograma, ureia, glicose, creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, plaquetas, tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial, TGO, TGP, Fosfatase Alcalina, Gama Gt, Colesterol total, HDL, LDL, Triglicerideos, Hemoglobina A1C, T3, T4, TSH, FSH, LH, Estradiol, Insulina, Prolactina, Somatomedina C.
  • Urina: urina de 24 horas – cortisol
  • Coração: Electrocardiograma e Ecocardiograma modo M Bidimensional
  • Ecografia abdominal
  • Rx pulmonar
  • Se tiver apneia de sono ou IMC superior a 50 Kg/m2 Provas Funcionais Respiratórias
  • Endoscopia Digestiva Alta para avaliarmos o estômago, visto que vamos actuar sobre ele.

 

Necessito de consultar os membros da equipe multidisciplinar?

A cirurgia de obesidade não é mais do que uma arma que temos á mão para combater o flagelo que é esta doença, multifatorial na sua génese, portanto todas as ajudas que tivermos para melhor manipularmos esta arma melhor a saberemos utilizar e muito provavelmente melhores serão os resultados desta terapêutica, portanto para optimizarmos este tratamento, é obrigatório sermos seguidos por uma equpe multidisciplinar, assim as consultas de psicologia, nutrição, medicina interna/endocrinologia são obrigatórias.

 

Necessito de fazer uma dieta pré-operatória?

Nem sempre é necessário fazer uma dieta pré-operatóriamente mas, em particular nos doentes que possuem uma obesidade central, o fígado normalmente encontra-se demasiado aumentado de volume, tornando a cirurgia muito mais complexa, por vezes tornando-a mesmo impossível de realizar e, nesses pacientes é obrigatório realizar uma dieta hipocalórica pelo menos durante um período de 3 semanas pré-operatóriamente para o obrigar a perder entre 10 a 20 kgs, tornando a cirurgia realizável com muito maior facilidade, diminuindo assim a impossibilidade de a realizar.
 

A laparoscopia é garantida?

Normalmente estas cirurgias são realizadas por via laparoscópica, na nossa experiência de mais de 2.200 doentes só tivemos de converter em 2 situações, no entanto há que ter em conta que quando realizamos cirurgias de reintervenção esta probabilidade aumenta muito, porque existem já aderências que aumentam a dificuldade cirúrgica e o risco de se poder ter de converter. Embora por regra a laparoscopia seja a via preferencial nada nos diz que não tenhamos que fazer a conversão para cirurgia por método clássico – cirurgias de redo, fígados aumentados de volume, complicações inusitadas como hemorragia, perfuração ou outras que possam por em risco a vida do doente.

 

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