Cancro da pele - Melanoma

Cancro da pele - Melanoma

As células da pele são as responsáveis pela constituição do tecido cutâneo. No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, que são formadas à medida que vão sendo necessárias, este processo chama-se regeneração celular.

 

Quando as células normais da pele envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um cancro.

 

Ao contrário das células normais, as células de melanoma não respeitam as fronteiras do órgão, invadindo os tecidos circundantes e podendo disseminar a outras partes do organismo. A este processo dá-se o nome de metastização.

 

O melanoma é composto por melanocitos malignos, e são tumores frequentemente castanhos ou pretos porque as células ainda produzem melanina. O Melanoma é o tipo de cancro de pele mais perigoso, por apresentar maior capacidade de metastização, espalhando-se com facilidade pelas veias sanguíneas e linfáticas presentes na derme a outras partes do corpo.

 

O melanoma cresce nos tecidos de duas formas: crescimento radial (menos invasivo e mais precoce) e crescimento vertical, ou seja, em profundidade na derme e em proximidade vasos, com capacidade de originar metástases. O diagnóstico precoce leva, na maioria dos casos à cura do tumor, mas o diagnóstico em fases tardias acarreta elevada mortalidade e morbilidade, pelo que é importante aumentar a fiabilidade diagnóstica do melanoma

 

Esta é a principal razão porque é tão importante detectar o melanoma antes de o mesmo afectar a derme. A maioria das pessoas poderá curar-se se o melanoma estiver circunscrito à epiderme.

 

Epidemologia

Em Portugal surgem, anualmente, cerca de 700 novos casos de melanoma maligno.

 

No início do século XX o melanoma era considerado raro; contudo, a sua incidência tem aumentado em 4-8%/ano). Dados de Portugal fornecidos pelo Registo Oncológico Regional (ROR) colocam a incidência de melanoma em 6-8 casos/100.000 habitantes, sendo esta incidência semelhante à verificada nos países do sul da Europa (nomeadamente Espanha e Itália).