Cancro da próstata

Cancro da próstata

As células da próstata são as responsáveis pela produção do tecido prostático. No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, que são formadas à medida que vão sendo necessárias, a este chama-se regeneração celular. Quando as células da próstata normais envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente.

 

Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um cancro.

 

Ao contrário das células normais, as células de cancro da próstata não respeitam as fronteiras do órgão, invadindo os tecidos circundantes e podem espalhar-se para outras partes do organismo. A este processo dá-se o nome de metastização, que aliado ao crescimento descontrolado deste tipo de células torna o cancro da próstata perigoso.

 

As células do cancro da próstata podem substituir ou deformar tecidos normais, causando o mau funcionamento e/ou paragem não só da próstata como de outros órgãos vitais.

 

Existem vários tipos de cancro da próstata, que podem ser de progressão lenta ou mais agressiva, que poderá consultar aqui.

 

Epidemiologia:

Em Portugal, o cancro da próstata é o tipo de cancro mais frequente no homem (superior ao cancro da pele e ao cancro do pulmão), registando-se aproximadamente 4.000 casos novos por ano.

 

Estima-se ainda que 1 em cada 6 homens terá diagnóstico de cancro da próstata ao longo da sua vida, mas só 1 em cada 35 virá a falecer devido a esta doença.

 

A sobrevivência estimada ao fim de 5 anos após o diagnóstico é aproximadamente 100%, aos 10 anos cerca de 93% e aos 15 anos de 76%.