Tratamento do cancro da próstata

Tratamento

 

Com base no estadiamento do cancro da próstata, é possível determinar o tratamento mais adequado:

 

Estadio I e II – neste estadio as opções de tratamento podem incluir a cirurgia ou radioterapia, ou apenas um follow-up apertado;

 

Estadio III – neste estadio as opções de tratamento podem incluir a cirurgia ou radioterapia e eventualmente a terapêutica sistémica hormonal ( hormonoterapia) que consiste na administração de antiandrogénios;

 

Estadio IV – neste estadio as opções de tratamento podem incluir a terapêutica sistémica hormonal (hormonoterapia), sempre que haja evidência de doença não abordável por cirurgia ou radioterapia, e ainda a quimioterapia.

 

A equipa clínica multidisciplinar, constituída entre outros especialistas pelo oncologista médico, radioterapeuta e cirurgião, avaliará o seu caso em particular, e determinará o melhor tratamento a seguir.

 

No caso do cancro da próstata, o tratamento cirúrgico habitual é a prostatectomia radical, que consiste na remoção cirúrgica da próstata e inclui ainda linfadenectomia, ou seja, a remoção dos gânglios linfáticos locais.

 

Cirurgia assistida por robô

Para alguns doentes, a cirurgia assistida por robô pode ser uma opção de tratamento eficaz para certos tipos de cancro. O Instituto CUF de Oncologia oferece a combinação de tecnologia robótica com cirurgiões com experiência e conhecimento para ajudar os doentes a combater o cancro.

 

A cirurgia assistida por robô permite ao cirurgião ter melhor capacidade e precisão de realizar os gestos cirúrgicos e de uma forma mais fácil e confortável. Graças a essa precisão, a cirurgia assistida por robô pode melhorar os resultados e reduzir a quantidade de danos causados aos tecidos. Porque o procedimento é menos invasivo, os pacientes experimentam:

  1. Tempo de recuperação da cirurgia mais rápido
  2. Menos dor e desconforto no pós-operatório
  3. Risco reduzido de infeção cutânea
  4. Cicatrizes mínimas

 

A prostatectomia radical assistida por robô (PRAR) é o procedimento assistido por robô mais realizado no mundo. Até hoje, mais de 600 sistemas robóticos cirúrgicos já foram instalados na Europa, e estima-se que cerca de 46.000 procedimentos de prostatectomia radical tenham sido realizados em 2017.

 

A PRAR está indicada em todos aqueles doentes com cancro da próstata comprovado após biopsia e com uma esperança de vida superior a 10 anos. A prostatectomia está indicada nos doentes com cancro da próstata localizado ou localmente avançado.

O objetivo da PRAR é a exérese da próstata de forma a retirar todo o tumor com a preservação da continência urinaria. Nos doentes com cancro da próstata localizado e com a cápsula intacta é possível a preservação da função erétil. A Ressonância Magnética multiparamétrica pré-operatória é muito importante para verificar a integridade da cápsula prostática e decidir se deve realizar PRAR com preservação dos feixes vasculo-nervosos para assim preservar a função erétil.

De acordo com as normas de orientação da Associação Europeia de Urologia, devem retirar-se os gânglios pélvicos nos doentes com cancro da próstata de risco intermediário e alto, isto é, se exceder 5%, de acordo com o nomograma MSKCC.