Prevencao cancro colo do útero

Prevenção e Diagnóstico Precoce

 

Uma vez que o maior factor de risco conhecido para o desenvolvimento do cancro do colo do útero é a infecção por HPV, o diagnóstico precoce desta doença pode ser possível, uma vez que existe um exame disponível – esfregaço Papanicolau - que identifica a presença desta infecção e a existência de células anómalas, antes de a mulher ter sintomas. Pode permitir tratar a mulher antes das células se transformarem em cancro, ou detectar o cancro do colo do útero numa fase muito precoce.

 

O esfregaço Papanicolau, é um procedimento que consiste na colheita por raspagem de uma amostra de células do colo do útero, que é posteriormente analisada ao microscópio pela Anatomia Patológica. É um procedimento efectuado pelo seu médico ginecologista e normalmente é indolor.

 

O seu médico aconselhará a regularidade com que a mulher deve realizar o exame de Papanicolau tendo em conta o seu grau de risco e a sua condição específica.

 

Normalmente as recomendações incluem:

- a realização do exame de papanicolau 3 anos após o inicio da actividade sexual da mulher ou a partir dos 21 anos;

- mulheres com idade compreendida entre os 21 e os 30 anos devem realizar o exame a cada dois anos;

- exame de 3 em 3 anos para mulheres com idade a partir dos 30 anos e de baixo risco, ou seja, com 3 resultados negativos consecutivos em exames citológicos para o cancro do colo do útero;

- no caso das mulheres com idade entre os 65 e os 70 anos e que nos últimos 10 anos apresentem 3 resultados consecutivos sem alterações, o médico assistente poderá acordar a suspensão do exame de rastreio do cancro do colo do útero;

 

O momento e as condições em que o exame de Papanicolau é realizado podem afectar os resultados. Informe-se junto do seu médico de qual a melhor altura e que cautelas deverá ter antes da realização do exame.

 

Caso o exame de Papanicolau revele a presença de células atípicas, o seu médico decidirá a melhor abordagem terapêutica a seguir. O método de tratamento pode passar por congelar (crioterapia) ou queimar a lesão detectada, ou utilizando medicação para o efeito.