Cancro do esófago

Cancro do esófago

As células epiteliais do esófago são as responsáveis pela constituição do tecido da mucosa do esófago. No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, que são formadas à medida que vão sendo necessárias, este processo chama-se regeneração celular.

 

Quando as células do esófago normais envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um cancro.

 

Ao contrário das células normais, as células de cancro do esófago não respeitam as fronteiras do órgão, invadindo os tecidos circundantes e podem espalhar-se para outras partes do organismo. A este processo dá-se o nome de metastização.

Existem vários tipos de cancro do esófago, que poderá consultar aqui.

 

Epidemiologia

O cancro do esófago é atualmente o 8º cancro com maior incidência a nível mundial, variando a mesma conforme a área geográfica, a etnia e o sexo. Os países asiáticos, como é o caso da China, a Índia, o Paquistão e o Japão, apresentam as taxas mais elevadas de cancro do esófago a nível mundial. A incidência em determinadas áreas do Norte do Irão atinge os 30 a 800 casos por 100.000 habitantes, enquanto nalgumas regiões do Sul da Rússia, do Norte da China e nos Estados Unidos ronda os 3 a 6 casos por 100.000 habitantes.

 

O taxa de incidência do cancro do esófago tem aumentado devido ao aumento do adenocarcinoma do esófago em países ocidentais, como consequência do aumento da prevalência dos fatores de risco mais importantes - obesidade e refluxo gastro-esofágico - naqueles países.