Cancro do estômago

Cancro do estômago

As células epiteliais do estômago são as responsáveis pela constituição do tecido epitelial do estômago, a mucosa.

 

No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, que são formadas à medida que vão sendo necessárias, este processo chama-se regeneração celular. Quando as células do estômago normais envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um cancro.

 

Ao contrário das células normais, as células de cancro do estômago não respeitam as fronteiras do órgão, invadem os tecidos circundantes e podem disseminar a outras partes do organismo. A este processo dá-se o nome de metastização.

 

O cancro do estômago tem origem habitualmente nas células da camada interior do estômago. Com o tempo, o cancro pode invadir a parede do estômago, e espalhar-se pela camada exterior podendo invadir órgãos como o fígado, o esófago, o intestino, bem como os gânglios linfáticos próximos.

 

Existem vários tipos de cancro do estômago, que poderá consultar aqui

 

Epidemiologia

O cancro do estômago é a segunda maior causa de morte relacionada com o cancro em todo o mundo. É estimado que ocorram 650.000 mortes e 880.000 novos casos deste tipo de cancro por ano, sendo que dois terços ocorrem em países em desenvolvimento.

 

Portugal conta com o maior número de mortes por cancro do estômago da União Europeia, e é o 6º país a nível mundial. A região Norte é a mais afectada pela doença, concentrando a taxa mais elevada da UE.

 

Esta doença oncológica afecta mais homens que mulheres e tende a surgir após a quinta década de vida.

 

O abandono ao longo das últimas décadas da conservação dos alimentos por salmoura ou fumeiros, para a conservação em frigorífico, é uma das causas apontadas para a ligeira diminuição dos casos em Portugal.