Cancro do ovário

Cancro do ovário

As células epiteliais do ovário são as responsáveis pela formação da camada externa que recobre a glândula. No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, que são formadas à medida que vão sendo necessárias, este processo chama-se regeneração celular. Quando as células do ovário normais envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um cancro.

 

Ao contrário das células normais, as células de cancro do ovário não respeitam as fronteiras do órgão podendo invadir os tecidos circundantes e disseminar para outras partes do organismo. A este processo dá-se o nome de metastização.

 

As células do cancro do ovário podem metastizar de 3 formas: por crescimento do tumor para os órgãos anexos, por infiltração dos gânglios linfáticos ou  por invasão da corrente sanguínea, ou por descamação de células de cancro para o abdómen – os chamados implantes peritoneais.

 

Existem vários tipos de cancro do ovário, que poderá consultar aqui.

 

Por vezes a mulher apresenta quistos no ovário, formados por líquido ou tecido sólido. A maioria dos quistos são de origem benigna, e desaparecem com o passar do tempo. Contudo, alguns podem crescer e não desaparecer, pelo que o seu médico deverá certificar-se que não se trata de cancro.

 

Epidemiologia

Em Portugal, todos os anos são diagnosticados mais de 350 novos casos de cancro do ovário, uma patologia oncológica silenciosa com uma elevada taxa de mortalidade, na ordem dos 70 por cento, devido ao diagnóstico da doença em fase avançada.