Resultados Clínicos em Oncologia nos hospitais CUF de Lisboa

Resultados Clínicos em Oncologia nos hospitais CUF de Lisboa

 

Reflectindo o compromisso da José de Mello Saúde na prevenção e tratamento da doença oncológica, e por forma a permitir a medição e divulgação de resultados clínicos, as suas Unidades contribuem para o estudo do cancro em Portugal, reportando a sua actividade no Registo Oncológico.

 

Nos hospitais CUF de Lisboa – hospital CUF Infante Santo e hospital CUF Descobertas – já foi possível medir resultados, evidenciando a qualidade clínica e o excelente desempenho destas unidades.


Em 2005 iniciou-se, de forma organizada e sistemática, a actividade do Registo Oncológico dos hospitais CUF de Lisboa, que passaram a integrar o Registo Oncológico Regional do Sul. Desde esta data e até 31 de Dezembro de 2013, foram registados nos hospitais CUF Lisboa 13.500 novos casos de cancro.

 

Em 2014 procedemos a uma avaliação de resultados estudando todos os doentes cujo diagnóstico e primeiro tratamento foram efectuados nos hospitais CUF de Lisboa, entre 2005 e 2008, tendo sido avaliada a sobrevivência dos mesmos a 31 de Dezembro de 2013.

 

Assim, foram estudados 288 casos de Carcinoma do Cólon com idades compreendidas entre 20 e 91 anos, sendo a média de 66,53. Em 49% dos casos, a doença estava confinada ao órgão e em 51% ultrapassava-o. Foram operados 98% dos doentes e 59% estão vivos ao fim de 5 anos.

 

No que diz respeito ao Carcinoma do Recto, foram avaliados 119 casos, com idades entre os 39 e os 90 anos, sendo a média de 64,81. Em 41% dos casos verificou-se que o tumor estava confinado ao órgão, sendo que em 59% já ultrapassava o mesmo. Foram operados 94% dos doentes, tendo sido feita Radioterapia em 29% dos casos. Ao fim de 5 anos, estão vivos 59% dos doentes.

 

No Carcinoma da Mama Feminina, foram estudados 211 casos, com idade mínima de 27 e máxima de 85 anos, sendo a média de idades de 55,80. Verificou-se que o tumor estava confinado ao órgão em 79% das doentes, enquanto 20% dos casos ultrapassavam o órgão. Fizeram cirurgia 94% das doentes e ao fim de 5 anos verificou-se que 89% das doentes estão vivas.

 

Estes resultados de sobrevivência nestes 3 tumores igualam os melhores resultados publicados pelo ROR Sul.

 

Relativamente ao Carcinoma da Próstata, avaliaram-se 295 casos com idades entre os 39 e os 99 anos (média de 62,40). Em 81% dos casos, o tumor encontrava-se confinado ao órgão, e em 19% ultrapassavam-no.
Dos 295 casos avaliados, 91% foram submetidos a procedimento cirúrgico.
Ao fim de 5 anos 92% dos doentes estão vivos.

 

Para os tumores do Ovário e para o Melanoma, e fazendo uma abordagem sumária, foram avaliados 26 e 64 casos respectivamente.
A média de idades para estas duas topografias é de 55,23 no caso do Ovário e de 51,42 para os Melanomas. Em 92% dos casos, tanto no Ovário como nos Melanomas, houve intervenção cirúrgica.

Ao fim de 5 anos, 45% dos doentes com tumor do Ovário estão vivos, ao passo que nos melanomas essa percentagem ronda os 83%.

 

Por fim, avaliámos o que se passou com o Tumor do Testículo. Estes Tumores, pelo seu comportamento clínico e por serem considerados uma doença curável, são um indicador, usual, da qualidade da assistência prestada.

Tratámos 20 doentes, o que representa 10% de todos os casos registados no ROR Sul, no intervalo de tempo em análise, tendo idades compreendidas entre 20 e 57 anos.

Todos estes doentes foram operados e 95% estão vivos ao fim de 5 anos.

Estes últimos resultados são claramente superiores aos até agora publicados e referentes aos doentes tratados nos hospitais que integram o ROR Sul.

 

Os resultados alcançados são fruto de uma qualidade clínica hospitalar e de uma organização multidisciplinar integrada e centrada no doente, bem como da rapidez no acesso a meios de diagnóstico e tratamento altamente diferenciados, suportados em equipas clínicas experientes e em técnicas inovadoras.

 

Por Joaquim Gouveia
Oncologista, hospital CUF Descobertas