Medicamentos para a febre: não os use em excesso

A febre causa ansiedade nos pais mas o recurso a medicamentos obedece a regras
Publicado por: Mónica Cró Braz em
Tags: convulsões febris , febre , febre alta , medicamentos para a febre
Medicamentos para a febre: não os use em excesso

A febre é um dos principais sintomas que motiva assistência médica. É causador de grande ansiedade nos pais, pelo receio que a febre, sobretudo elevada, provoque lesões cerebrais ou convulsões.

Muitos estudos demonstraram este "medo da febre", verificando que muitos pais administram medicamentos mesmo se os filhos estiverem sem febre ou apresentem valores baixos (38ºC).

 

O que é a febre? 

A febre é um mecanismo fisiológico com efeitos benéficos no combate à infeção, diminuindo o crescimento e multiplicação de bactérias e vírus e potenciando as defesas do organismo. Assim, a febre deve ser combatida apenas no sentido de aliviar o desconforto da criança e reduzir a possibilidade de perdas excessivas de água pelo organismo.

 

Medicamentos para baixar a febre

O paracetamol e o ibuprofeno, medicamentos mais frequentemente usados na criança com febre, devem ser utilizados com critério, pois, para além de não tratarem a doença em si, associam-se a efeitos secundários e a risco de toxicidade do organismo (por sobredosagem, por uso de forma continuada), nomeadamente do fígado e do rim - não se devem assim fazer medicações fixas. Em nenhum caso de febre ou dor deve ser administrada aspirina à criança.

 

Uso criterioso

Em resumo, a febre alta (>39ºC), por si, não provoca convulsões nem lesão cerebral e não se associa necessariamente a doença grave. Muitas doenças banais dão febre elevada. Os medicamentos devem ser usados criteriosamente, com o objetivo de melhorar o conforto da criança e não focados na normalização da temperatura. Não use medicamentos de forma fixa, exceto se houver indicação médica, esteja atento às dosagens prescritas e mantenha-os protegidos e longe do alcance das crianças.