Urologia

Para alguns doentes, a cirurgia assistida por robô pode ser uma opção de tratamento eficaz para certos tipos de cancro. O Instituto CUF de Oncologia oferece a combinação de tecnologia robótica com cirurgiões com experiência e conhecimento para ajudar os doentes a combater o cancro.

 

A cirurgia assistida por robô permite ao cirurgião ter melhor capacidade e precisão de realizar os gestos cirúrgicos e de uma forma mais fácil e confortável. Graças a essa precisão, a cirurgia assistida por robô pode melhorar os resultados e reduzir a quantidade de danos causados aos tecidos. Porque o procedimento é menos invasivo, os pacientes experimentam:

  1. Tempo de recuperação da cirurgia mais rápido
  2. Menos dor e desconforto no pós-operatório
  3. Risco reduzido de infeção cutânea
  4. Cicatrizes mínimas

 

Podemos realizar cirurgias robóticas para tratar:

Cancro da próstata

A prostatectomia radical assistida por robô (PRAR) é o procedimento assistido por robô mais realizado no mundo. Até hoje, mais de 600 sistemas robóticos cirúrgicos já foram instalados na Europa, e estima-se que cerca de 46.000 procedimentos de prostatectomia radical tenham sido realizados em 2017.

A PRAR está indicada em todos aqueles doentes com cancro da próstata comprovado após biopsia e com uma esperança de vida superior a 10 anos. A prostatectomia está indicada nos doentes com cancro da próstata localizado ou localmente avançado.

O objetivo da PRAR é a exérese da próstata de forma a retirar todo o tumor com a preservação da continência urinaria. Nos doentes com cancro da próstata localizado e com a cápsula intacta é possível a preservação da função erétil. A Ressonância Magnética multiparamétrica pré-operatória é muito importante para verificar a integridade da cápsula prostática e decidir se deve realizar PRAR com preservação dos feixes vasculo-nervosos para assim preservar a função erétil.

De acordo com as normas de orientação da Associação Europeia de Urologia, devem retirar-se os gânglios pélvicos nos doentes com cancro da próstata de risco intermediário e alto, isto é, se exceder 5%, de acordo com o nomograma MSKCC.

 

Cancro do rim

A cirurgia assistida por robô está cada vez mais indicada como a melhor forma de tratar cirurgicamente os tumores renais inferiores a 4cm, de forma a retirar o tumor e preservar o restante parênquima renal. A este procedimento cirúrgico dá-se o nome de nefrectomia parcial. A nefrectomia parcial também pode estar indicada nos cancros do rim superiores a 4cm desde que tecnicamente possível e o tumor esteja confinado ao rim.

 

Cancro da bexiga

A cirurgia assistida por robô é a única abordagem cirúrgica que permite de uma forma minimamente invasiva a confeção de uma nova bexiga com intestino. Esta nova bexiga feita com intestino permite manter a micção pela uretra e assim evitar o uso de sacos coletores (sacos de urostomias) no abdómen. Por este motivo, o tratamento dos cancros da bexiga músculo-invasivos (invasão da parede muscular) que implica a exérese da bexiga para se curar o cancro, é uma das melhores indicações para a cirurgia assistida por robô.

 

As principais indicações para a cirurgia assistida por robô em urologia são o tratamento dos cancros do rim com nefrectomia parcial, os cancros da bexiga com invasão da parede muscular e os cancros da próstata localizados.