Medicina Nuclear
Medicina Nuclear

A Medicina Nuclear é uma especialidade médica em que se utilizam pequenas fontes de radiação (radionuclídeos), na maioria das vezes ligados a um fármaco (radiofármacos), para o estudo por imagem de vários órgãos e sistemas. O radiofármaco varia de acordo com o órgão que se quer estudar. Para a realização destes exames é administrado o radiofármaco, na maioria das vezes por via endovenosa, embora nalguns casos também possa ser utilizada a via oral ou a inalação.

 

A distribuição deste radiofármaco num determinado órgão ou sistema é depois captada nos aparelhos usados na Medicina Nuclear, as câmara gama ou os tomógrafos PET. Estes exames têm genericamente o nome de cintigrafias.
 

A imagem em Medicina Nuclear é uma imagem metabólica, ao contrário da imagem radiológica que é anatómica, e os processos metabólicos precedem as alterações anatómicas. Assim, a Medicina Nuclear tem um papel muito importante na deteção precoce de doença, seja no diagnóstico, seja no estadiamento.
 

Os exames de Medicina Nuclear têm aplicação em várias áreas médicas, como a oncologia, a cardiologia, a endocrinologia, a nefro-urologia, a pediatria e a neurologia.


Existe também a vertente terapêutica, em que são utilizados radionuclídeos para o tratamento de várias situações, nomeadamente o I 131 para o tratamento do hipertiroidismo e no tratamento complementar do carcinoma da tiróide, ou o Sm 153 para o tratamento paliativo da dor óssea.