Unidade do Coração

Perguntas Frequentes

  1. O que fazer perante o sintoma de "dor no peito"
  2. O que fazer quando sentir o "batimento cardíaco rápido"
  3. O que fazer perante o sintoma de "falta de ar"
  4. O que fazer se a "tensão arterial estiver demasiado elevada"
  5. O que fazer nas situações de "cansaço fácil"

 

1. O que fazer perante o sintoma de "dor no peito"

A dor no peito ou dor torácica é um sintoma muito frequente que pode surgir de diversas formas: ardor, dor em picada, dor em facada, aperto. Pode ser localizada em determinado sítio do peito ou ser mais generalizada ou irradiar para o pescoço, para os braços ou para as costas.

As causas subjacentes podem ser múltiplas. As mais preocupantes têm origem cardíaca ou pulmonar. No entanto, na maioria dos casos a dor torácica tem outra causa subjacente, menos preocupante (alterações digestivas, dores musculares, estados de ansiedade, entre outras).

 

A dor torácica de causa cardíaca na maioria dos casos apresenta-se como uma pressão ou opressão atrás do esterno, que muitas vezes irradia para as costas, para o pescoço e/ou mandíbula ou para os braços (sobretudo o esquerdo). Na maioria dos casos, esta dor surge ou piora com os esforços físicos e muitas vezes acompanha-se de sensação de falta de ar, suores, tonturas e náuseas ou vómitos.

A dor torácica de outras causas geralmente associa-se a problemas digestivos (sensação de regurgitação, problemas na deglutição), agrava ou melhora com determinados movimentos do tórax, intensifica-se com a tosse ou respiração ou agrava com a palpação local.

 

Na maioria das situações, é difícil determinar a causa da dor sem efetuar exames. Portanto, perante este cenário, o melhor será procurar ajuda médica, idealmente de forma urgente. Deve explicar os seus sintomas, nomeadamente descrever a localização, tipo e a duração da dor, a sua relação com o esforço físico, os possíveis fatores de alívio e de agravamento, bem como outros sintomas acompanhantes. De acordo com os seus relatos e o exame físico efetuado, o seu médico irá realizar exames complementares, nomeadamente o eletrocardiograma, o ecocardiograma, prova de esforço e análises para excluir ou confirmar a origem cardíaca das queixas.

 
 

2. O que fazer quando sentir o "batimento cardíaco rápido"

A sensação de batimento cardíaco rápido é bastante frequente. Uma percentagem elevada da população geral já teve ou tem episódios de "palpitações"/ "arritmias".

As causas subjacentes podem ser múltiplas, desde resposta fisiológica ao exercício a situações mais complexas de arritmias que podem constituir uma ameaça à vida.

 

Na maioria dos casos, sobretudo em pessoas sem doença cardíaca conhecida, as palpitações são benignas e não se associam a nenhum problema cardíaco grave. O stress é na verdade uma das causas mais frequentes de palpitações.

No entanto, quando ocorrem associadas a determinados sintomas como falta de ar, dor torácica, desmaios ou perdas de consciência, podem sugerir a presença de problemas mais graves.

 

Se as palpitações forem apenas episódicas, de muito curta duração, sem outros sintomas associados podem não implicar nenhum tipo de estudo complementar.

Contudo, nos casos de episódios repetitivos ou associados a outros sintomas deverá ser efetuado um estudo cardíaco. Nestas situações, deverá recorrer ao seu médico.

Deverá relatar com a maior precisão os pormenores dos episódios de palpitações, nomeadamente o que estava a fazer quando surgiram, a duração dos mesmos, se as batidas foram rápidas e regulares ou rápidas e irregulares, bem como sintomas acompanhantes. De acordo com os seus relatos e o exame clínico, o seu médico irá solicitar a realização de exames complementares, nomeadamente eletrocardiograma, ecocardiograma, registo do ECG de 24 ou mais horas (estudo Holter ou de eventos arrítmicos) e estudo analítico.

 
 

3. O que fazer perante o sintoma de "falta de ar"

A sensação de falta de ar ou dispneia, é um sintoma bastante frequente. Refere-se às situações em que é necessário respirar mais vezes por minuto.

Embora também possa surgir em pessoas sem doença orgânica, por exemplo no contexto de crises de ansiedade, numa percentagem significativa dos casos, traduz doença cardíaca ou pulmonar.

 

É importante perceber se este sintoma surge em repouso ou em associação a esforço físico. Também é importante notar se agrava com a posição deitada (ortopneia) ou se surge subitamente durante a noite obrigando a levantar da cama (dispneia paroxística noturna). Estas características fazem supor uma origem cardíaca para os sintomas, nomeadamente a presença de insuficiência cardíaca. Nesses casos deve procurar o seu médico assistente.

Deverá relatar com precisão quando começaram os sintomas, em que situações surgem e se existem outras queixas associadas.

De acordo com os seus relatos e o exame clínico, o seu médico poderá solicitar vários exames complementares nomeadamente o eletrocardiograma, o ecocardiogramaradiografia torácica entre outros, para averiguar a origem das suas queixas.

 
 

4. O que fazer se a "tensão arterial estiver demasiado elevada"

A tensão arterial elevada ou hipertensão arterial é um problema de saúde extremamente frequente e que tem consequências nefastas em diversos sistemas do corpo, nomeadamente no coração, no cérebro e nos rins, entre outros.

Embora alguns doentes possam sentir tonturas ou dores de cabeça quando têm a tensão demasiado elevada, na maioria dos casos não há sintomas pelo que é possível ter hipertensão com vários anos de evolução sem nunca se ter apercebido.

É importante vigiar a tensão arterial de forma relativamente regular, sobretudo com o avançar da idade. A hipertensão arterial está, na maioria das situações, muito relacionada com a quantidade de sal na dieta. Assim, uma dieta pobre em sal é uma ajuda muito importante no controlo da tensão arterial.

 

Caso tenha as tensões elevadas, deve procurar o seu médico. Se esta alteração for persistente (isto é, se não for apenas numa medição isolada), o seu médico irá iniciar ou ajustar a medicação. Irá também efetuar exames para despistar o atingimento de determinados órgãos do corpo pela tensão alta - eletrocardiograma e ecocardiograma para avaliar o coração, análises de sangue e urina para avaliar o funcionamento dos rins, entre outros.

Se a sua tensão estiver demasiado alta e associadamente tiver sintomas como dores de cabeça intensas, falta de ar, alterações da visão, deve procurar ajuda médica de forma urgente, para excluir que esteja a apresentar uma emergência hipertensiva, caso em que é necessário fazer medicação de forma mais imediata para controlar as tensões e prevenir lesão nos órgãos.

 
 

5. O que fazer nas situações de "cansaço fácil"

O cansaço ou fadiga fácil são sintomas muito frequentes na população geral. Na maioria dos casos surgem em situações de descondicionamento físico em que, por falta de habituação ao esforço, existe um cansaço mais precoce que o habitual.

No entanto a fadiga pode ser causada por alterações cardíacas, pulmonares ou até analíticas, como por exemplo anemia.

 

Uma boa forma para tentar quantificar o cansaço é comparar o nível de atividade que consegue desempenhar comparando com outras pessoas da mesma faixa etária.

Se o cansaço for progressivo ou se se associar a outros sintomas como falta de ar, dor torácica ou desmaios, deverá procurar o seu médico.

É importante caracterizar com pormenor quando começou o cansaço, se está estável ou se vem agravando progressivamente (para esforços cada vez menores), se surge associadamente aos esforços ou não e se se faz acompanhar de outros sintomas ou não.

De acordo com os seus relatos e o exame clínico, o seu médico poderá solicitar a realização de exames para excluir ou confirmar a origem cardíaca das queixas, nomeadamente o eletrocardiograma, o ecocardiograma, a prova de esforço e o estudo analítico sanguíneo.