Otorrinolaringologia

Vertigens

A vertigem é a sensação de que o corpo de um indivíduo ou o meio ambiente se estão a mover. Mais frequentemente são rotatórias (sensação que o ambiente anda à volta do doente), mas por vezes podem manifestar-se como uma sensação de desequilíbrio para um dos lados.

A vertigem é um sintoma que pode surgir em várias doenças.

As vertigens, mais frequentemente, resultam de alterações a nível do ouvido interno, nas vias vestibulares que ligam o ouvido ao cérebro ou nos centros do sistema nervoso central.

Estima-se que 35% das pessoas com idade superior a 40 anos já terá tido pelo menos um episódio de vertigens.

 

Quais as principais causas da Vertigem?

As principais causas de vertigem são doenças do ouvido interno:

  • Vertigem posicional paroxística benigna: deslocamento do otólitos do ouvido interno que provocam queixas de vertigem rotatória de curta duração desencadeada por mudanças de posição;
  • Doença de Menière: doença crónica causada por aumento de pressão do ouvido interno, caracterizada por episódios recorrentes de vertigem de duração variável (20 minutos a horas) acompanhadas de surdez unilateral, sensação de ouvido tapado e zumbidos unilaterais;
  • Neuronite vestibular: inflamação/infeção do nervo vestibular, caracterizada por vertigens rotatórias intensas, incapacitantes, que duram dias e acompanhada de náuseas e vómitos intensos.

Existem outras causas para as vertigens, não relacionadas com o ouvido, que devem ser excluídas, nomeadamente: tumores, acidentes vasculares cerebrais, enxaquecas, outras doenças neurológicas, problemas cardíacos, doenças da tiroide, alterações da pressão arterial, estados de ansiedade, etc.

 

Como se manifesta a Vertigem?

As vertigens manifestam-se mais frequentemente como sensação de rotação do ambiente envolvente, mas também surgir como uma perda de equilíbrio ou instabilidade na marcha.

A duração das queixas é variável e pode ir de alguns segundos a horas e dias.

Como sintomas acompanhantes frequentes temos as náuseas e vómitos, a surdez e os zumbidos.

Se estiverem presentes sintomas como uma cefaleia inaugural, visão dupla, fala arrastada, paralisia facial, descoordenação dos movimentos, fraqueza dos membros superiores ou inferiores, podemos estar perante uma doença neurológica cerebral e não um problema do ouvido.

 

Diagnóstico da Vertigem?

O diagnóstico é feito através da história clínica e pelo exame objetivo. Quando necessário existem diversos exames que podem orientar no diagnóstico.

Os exames complementares dividem-se em exames de audiologia e vestibulogia e exames imagiológicos.

Dentro dos exames de audiologia e vestibulogia, os mais frequentemente requisitados são o audiograma, impedancimetria, potenciais evocados auditivos do tronco cerebral, videonistagmografia e posturografia dinâmica computorizada.

Os exames imagiológicos mais requisitados são a tomografia computorizada e a ressonância magnética dos ouvidos e cerebral.

 

Como se trata a Vertigem?

Alguns tipos de vertigem não requerem tratamento, desaparecendo de modo espontâneo.

Noutros casos, existem determinadas manobras reabilitadoras que podem ser executadas e que permitem controlar as vertigens.

Frequentemente é necessário recorrer ao tratamento farmacológico para controlar as queixas de vertigem e sintomas associados.

Em casos específicos de vertigem ou desequilíbrio mais arrastado, que não respondem aos restantes tratamentos, poderá estar indicado realizar reabilitação vestibular.

 

Como se previne a Vertigem?

Qualquer pessoa pode sentir vertigens e não existe nenhum modo de prevenir um primeiro episódio.

Uma vez que as vertigens causam uma forte sensação de desequilíbrio, é importante evitar situações nas quais possa ocorrer uma queda sempre que se verifica um episódio de vertigem.

 

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