Alimentação do desportista: os erros mais comuns

Conheça os erros mais frequentes e a importância de consultar um nutricionista.
Publicado por: CUF em
Tags: alimentação e desporto , alimentação e exercício físico , atleta , desportista , desporto e energia , suplementos nutricionais

Vivemos na era da informação e, hoje, qualquer pessoa pode consultar a Internet em busca de resposta às suas dúvidas. Isso é particularmente verdade quando se trata da alimentação dos desportistas. No entanto, mais informação não é necessariamente melhor informação! E é por isso frequente encontrarmos vários atletas, mesmo profissionais, a cometer erros alimentares baseados em informação falsa ou descontextualizada.
Nunca é demais referir que seguir dietas padronizadas ou o plano alimentar de um colega pode acarretar riscos para a saúde. Já a seguir, os erros alimentares mais comuns entre os desportistas:

 

  1. Toma indiscriminada de suplementos nutricionais
    Existe a ideia generalizada, sobretudo em algumas modalidades ou entre os atletas profissionais, de que o aumento da atividade física torna indispensável a toma de suplementos nutricionais. A suplementação deve ser sempre analisada caso a caso, em função do tipo de treino, alimentação do atleta, nutrientes que é necessário suplementar, tempos de preparação e recuperação do esforço, etc. Na maioria das vezes, o consumo de suplementos serve apenas para sobrecarregar fígado e rins, sem benefícios plausíveis para o rendimento físico.
    Uma nota ainda sobre a questão da segurança: os suplementos alimentares não são abrangidos pelas mesmas normas de controlo que os medicamentos, por isso o seu uso deve ser feito sempre com bastante cautela, sobretudo no caso de atletas que tenham de submeter-se a controlos antidopagem. Infelizmente, são vários os casos de suplementos que não indicam no rótulo todos os nutrientes da sua composição ou a sua real dosagem.
     
  2. Alimentação desadequada à atividade física
    Os alimentos, por si só, não são bons ou maus. É necessário adequar o horário da sua ingestão, a combinação com outros alimentos e definir as quantidades certas para cada momento. Existe a ideia que os atletas devem obrigatoriamente comer muitas massas (porque fornecem energia) ou muita proteína (para aumentar ou regenerar os tecidos musculares). Mas a verdade é que as coisas não são assim tão simples e só um profissional experiente e qualificado poderá determinar as necessidades individuais de cada desportista.
    Lembre-se que o plano alimentar do campeão do mundo de 10.000 metros quase de certeza que não é o mais adequado para si que quer correr uma mini maratona de 10km... Apesar da distância percorrida ser a mesma!
     
  3. Hidratação deficiente
    Outro dos erros frequentes é não manter um bom estado de hidratação durante a prática de exercício físico. O calor, a humidade, o tipo de roupa e a intensidade do exercício são fatores que influenciam a sudação e, consequentemente, as necessidades de reidratação. Faça um teste simples para perceber se está a terminar os seus treinos desidratado: pese-se sem roupa, seco, antes de iniciar o treino. Pese-se novamente no fim do treino, nas mesmas condições. Registe a diferença de peso e subtraia o que tiver bebido durante o treino. A diferença de peso entre o início e o fim do treino corresponde, em mais de 95%, a perdas de água, pelo que deve procurar repor esses líquidos. Se sente dificuldade em beber durante os treinos, peça ajuda ao seu nutricionista para que, em conjunto, definam uma estratégia de hidratação.