Rinite alérgica: como gerir

Uma boa gestão da rinite alérgica é fundamental para manter a doença controlada, reduzir os sintomas e manter a qualidade de vida.
Publicado por: CUF em 29 de Maio 2018
Tags: rinite alérgica , alergias , alergénios , ácaros , pólenes
mulher com sintomas de rinite alérgica

A rinite alérgica é uma doença inflamatória crónica da mucosa nasal. Na origem da rinite alérgica está a exposição a determinados estímulos (alergénios), aos quais o sistema imunológico reage, ocorrendo inflamação. Sabe-se que existe uma predisposição genética que influencia a presença desta condição médica.

 

Sinais e sintomas de rinite alérgica

Na sequência do contacto com determinados alergénios, podem ocorrer:

  • Espirros
  • Nariz entupido
  • Comichão no nariz
  • Corrimento ou pingo no nariz

 

Causas da rinite alérgica

Os principais alergénios responsáveis pela rinite são:

  • Ácaros do pó da casa
  • Pólenes (cujas concentrações no ar aumentam na primavera)
  • Pelos de animais
  • Fungos
  • Poeira

 

Problemas associados à rinite alérgica

  • Asma (as pessoas com rinite têm um risco quatro vezes maior de sofrerem de asma)
  • Rinoconjuntivite
  • Rinossinusite
  • Otite
  • Problemas de sono
  • Interferência nas atividades de vida diárias e diminuição da qualidade de vida

 

Como gerir a doença

A melhor atitude no que diz respeito a alergias é a prevenção. A gestão da rinite alérgica é fundamental para o controlo da doença, assentando numa aliança que se estabelece, desde o início, entre o doente e o médico especialista.

 

  • Cabe ao médico:
    • Estabelecer um diagnóstico assente na história clínica e em exames (como testes cutâneos e análises ao sangue)
    • Determinar os alergénios responsáveis (cada caso é um caso)
    • Prescrever o tratamento adequado para a rinite alérgica (a terapêutica pode incluir fármacos anti-histamínicos, anti-inflamatórios e outros, orais ou tópicos, e ainda vacinas antialérgicas ou imunoterapia, quando se justifiquem)
    • Avaliar o grau de controlo da doença ao longo do tempo, designadamente através da monitorização da eficácia da terapêutica

 

  • Cabe ao doente:
    • Procurar o médico e expor os sinais e sintomas, a fim de se estabelecer um correto diagnóstico e tratamento
    • Cumprir a terapêutica estabelecida
    • Tomar corretamente a medicação, mesmo que não tenha sintomas
    • Colaborar ativamente na avaliação do controlo da doença

 

Recomendações úteis

Para controlar a rinite alérgica, eis alguns conselhos práticos:

  • Mantenha uma boa higiene das fossas nasais, limpando-as regularmente com soro fisiológico ou água do mar
  • Evite a exposição aos alergénios responsáveis, bem como ao fumo, a perfumes e a produtos com cheiro intenso

 

Se é alérgico aos ácaros do pó:

  • Ventile e areje bem a casa, sobretudo o quarto
  • Evite tapetes, alcatifas, peluches, livros e tudo o que acumule pó
  • Aspire bem o chão e o colchão
  • Lave semanalmente os lençóis a temperaturas elevadas (+60°C)

 

Se é alérgico aos pólenes:

  • Na primavera, consulte os boletins polínicos
  • Evite atividades ao ar livre quando as concentrações de pólenes forem mais elevadas
  • Use óculos de sol ao ar livre

 

Prevalência

Cerca de 22% da população portuguesa tem rinite alérgica.

 

Sabia que...

Existem ferramentas online, como o CARAT (www.caratnetwork.org), que permitem avaliar o grau de controlo da rinite alérgica.

 

Artigos relacionados:

Dermatite

Asma

Sinusite