Cancro da mama

Cancro da mama

As células da glândula mamária são as responsáveis pela constituição do tecido mamário. No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, sob influência hormonal, formadas à medida que vão sendo necessárias, a este processo chama-se regeneração celular. Quando as células mamárias normais envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um cancro.

 

Ao contrário das células normais, as células de cancro da mama não respeitam as fronteiras do órgão, invadindo os tecidos circundantes e podendo disseminar a outras partes do organismo. Por exemplo, as células de cancro podem invadir os gânglios linfáticos mais próximos, nomeadamente os localizados debaixo da axila, os gânglios da base do pescoço e os gânglios da parede torácica.

 

Posteriormente podem atingir órgãos à distância como os ossos, fígado, pulmões e cérebro. A este processo dá-se o nome de metastização

Existem vários tipos de cancro da mama que poderá consultar aqui.

 

Epidemiologia:

O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente da mulher. A sua incidência na Europa ocidental é de 90 novos casos por ano em cada 100.000 habitantes e em Portugal é semelhante. O principal factor de risco para o desenvolvimento desta doença é a idade - a incidência da doença mais que duplicar a partir dos 50 anos, passando a 200 casos por ano em cada 100.000 habitantes. A incidência desta doença tem aumentado ligeiramente. Pensa-se que este aumento se deve a um aumento dos casos diagnosticados pela prática disseminada do rastreio por mamografia e menos por alterações do estilo de vida das mulheres. 

 

A mortalidade por cancro da mama é baixa, ou seja, esta doença tem um bom prognóstico. Cerca de 85% das mulheres com cancro da mama estão bem cinco anos após terem estado doentes. Este número é muito bom no contexto geral do cancro. Contudo, devido à alta incidência, esta doença é a principal causa de morte de mulheres por cancro. A mortalidade por cancro da mama tem baixado de modo contínuo e consistente, atribuindo-se este fenómeno quer ao rastreio que permite o diagnóstico de carcinomas em estadios cada vez mais precoces, quer ao tratamento.