Cancro do colo do útero

Cancro do colo do útero

As células epiteliais do colo do útero são as responsáveis pela constituição do epitélio que recobre o colo do útero.

 

No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, que são formadas à medida que vão sendo necessárias, este processo chama-se regeneração celular. Quando as células do colo do útero normais envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro.

 

Ao contrário das células normais, as células de cancro do colo do útero não respeitam as fronteiras do órgão podendo invadir os tecidos circundantes edisseminar a outras partes do organismo. A este processo dá-se o nome de metastização.

 

O cancro do colo do útero é no geral um tumor de crescimento lento e é precedido de alterações celulares chamadas displasia em que células alteradas começam a aparecer no tecido do colo do útero. Por esta razão, o exame de Papanicolau, teste realizado nas consultas de ginecologia, é uma forma muito útil de detectar precocemente o cancro do colo do útero rastreando as lesões curáveis.

 

Se não for feito o diagnóstico precoce, a lesão cresce para a zona profunda do colo e espalha-se localmente para orgãos vizinhos e depois à distância para outros orgãos, nomeadamente as cadeias de gânglios linfáticos.

Existem vários tipos de cancro do colo do útero, que poderá consultar aqui.

 

Epidemiologia

Todos os anos são diagnosticados cerca de mil novos casos de cancro do colo do útero em Portugal, sendo o país da Europa Ocidental com a taxa de incidência mais elevada deste tipo de cancro.

 

Nas últimas décadas, o número de casos de cancro do colo do útero diagnosticados anualmente tem vindo a diminuir, sobretudo pela sensibilização da importância do rastreio.