Cancro do pulmão

Cancro do pulmão

As células do pulmão são as responsáveis pela constituição do tecido pulmonar. No seu estado normal estas células crescem e dividem-se em novas células, formadas à medida que vão sendo necessárias, e a este processo chama-se regeneração celular. Quando as células do pulmão normais envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um cancro.

 

Ao contrário das células normais, as células de cancro do pulmão não respeitam as fronteiras do órgão podendo invadir os tecidos circundantes e disseminar a outras partes do organismo. A este processo dá-se o nome de metastização.

 

Apesar de vulgarmente chamado cancro do pulmão o termo correto e que identifica a origem do tumor é de carcinoma brônquico.

Existem vários tipos de cancro do pulmão, que podem ser de progressão lenta ou mais agressiva, que poderá consultar aqui.

 

Epidemiologia

O cancro do pulmão tem sido desde há várias décadas o tumor mais frequente do mundo. Representa 13% dos novos casos de cancro anualmente. Em Portugal a sua incidência é cerca de 30 casos por 100.000 habitantes por ano.

 

O cancro do pulmão é também a causa mais frequente de morte por cancro, representa quase 20% das mortes por cancro. Em Portugal, como no resto do mundo, a sobrevivência destes doentes é uma das menores entre todos os cancros.

 

O tabagismo é o principal factor de risco de cancro do pulmão. A incidência de cancro do pulmão e a mortalidade estão a baixar, atribuindo-se esta tendência à diminuição do consumo de tabaco.

 

O envelhecimento é também um factor de risco. A incidência anual em Portugal em grupos etários mais avançados passa para mais de 200 casos por 100.000 habitantes na classe etária entre os 70 e os 74 anos.